Tomb Raider Legacy of Atlantis resgata a Lara Croft dos anos 90 com força total

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Tomb Raider Legacy of Atlantis apareceu no ultimo State of Play com um tipo de encanto que acerta direto a memória afetiva. Não é apenas um remake de alto nível. É aquele anúncio que faz um fã antigo lembrar do momento em que viu gráficos em 3D pela primeira vez.

O mais curioso é que o jogo não será exclusivo do PlayStation 5. Ainda assim, ele tem uma “cara de PlayStation” absurda. Talvez porque Lara Croft carregue, desde os anos 90, um pedaço enorme da identidade do primeiro console da Sony. Talvez por que o trailer foi capturado no PS5 Pro…

De fato, quando o trailer mostra tumbas, acrobacias, ruínas e aquele senso de perigo de morte chocante, a cabeça vai direto para a infância ou para a adolescência de muita gente.

Trailer oficial de Tomb Raider: Legacy of Atlantis

A Crystal Dynamics e a Flying Wild Hog tratam Tomb Raider Legacy of Atlantis como uma reimaginação completa do clássico de 1996. Além disso, o projeto usa Unreal Engine 5, expande ambientes e moderniza exploração, combate e quebra-cabeças. Na prática, o jogo tentará responder uma pergunta difícil: como atualizar Lara Croft sem “estragar” a personagem que virou lenda?

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Lara Croft voltando ao conceito original

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O trailer também chamou atenção por recuperar uma Lara mais próxima do conceito clássico lá dos tempos do PlayStation 1.

A trilogia iniciada em 2013 trouxe uma protagonista mais humana, vulnerável e marcada pela sobrevivência. Aquela abordagem mais realista até que funcionou muito bem. No entanto, a Lara original, criada pelo saudoso estúdio Core Design, nasceu como um ideal impossível da cultura pop, e se tornou ícone no mundo dos videogames nos anos 90.

Tomb Raider legacy of atlantis 2

Ela não era só bonita. Lara reunia inteligência, força física, precisão, coragem e uma confiança tipo “badass”. Além disso, o visual exagerado fazia parte do pacote simbólico. Basicamente, o padrão de beleza da época.

A personagem parecia uma heroína de aventura pulp filtrada por revista de games, cinema de ação e tecnologia 3D nascente.

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Por isso, Tomb Raider Legacy of Atlantis empolga tanto. O trailer não parece economizar com o charme e a beleza da Lara Croft clássica. Pelo contrário, ele abraça a imagem da aventureira acrobática, elegante, atlética e perigosamente segura de si.

E, sinceramente, fazia tempo que a franquia precisava reconciliar essas duas versões da personagem.

Nostalgia, mas com ambição moderna

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A parte mais promissora, por enquanto, está no modo como Tomb Raider Legacy of Atlantis pretende reconstruir o Vale Perdido, no Peru.

Segundo a descrição oficial divulgada, os puzzles dessa área foram refeitos do zero. Além disso, o remake não deve apenas levar o jogador de uma sala isolada para outra, como acontecia no clássico de 1996. Agora, esses espaços surgem como ambientes semiconectados, com travessia, exploração e novas formas de abordagem.

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Isso muda bastante a expectativa, porque o Vale Perdido deixa de parecer apenas uma sequência de desafios separados e passa a ganhar uma lógica mais orgânica, igual a que estamos acostumas hoje em dia. Ainda assim, a promessa não soa como mundo aberto genérico, mas como uma expansão moderna da estrutura original.

Retorno dos dinossauros

Outro detalhe interessante que notamos é que cada espaço foi pensado como um lugar real antes de virar cenário de gameplay. Dessa forma, segredos, colecionáveis e recursos devem recompensar quem gosta de explorar com calma.

Até puzzles clássicos, como o das engrenagens, voltam reimaginados e mais integrados ao ambiente.

É aí que Tomb Raider Legacy of Atlantis parece encontrar seu melhor argumento para se vender. Pelo visto, a Crystal Dynamics não quer apenas trocar polígonos antigos por gráficos de Unreal Engine 5. Pelo menos no Vale Perdido que foi mostrado, a ideia parece ser reconstruir a memória do clássico com mais escala, personalidade e senso de lugar.

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Proposta de enredo

A aventura revisita a busca pelos fragmentos do Scion, o artefato central da trama original. Com isso, Lara Croft deve passar por locais marcantes, incluindo Peru, Grécia, Egito e uma ilha ligada ao mito de Atlântida.

Além disso, materiais de divulgação já revelaram momentos clássicos, como quebra-cabeças reformulados e o retorno do T-Rex em edições especiais. Sim! Uma action figure muito f#d4!

No papel, tudo parece feito para cutucar o fã de Tomb Raider do velho testamento. Porém, existe uma linha fina entre homenagem e parque temático. Tomb Raider Legacy of Atlantis precisa respeitar o passado, mas não pode tratá-lo como peça de museu. O clássico de 1996 impressionou porque parecia inédito, disruptivo e até cinematográfico . Logo, a reimaginação também precisa correr riscos se quiser superar as expectativas.

Ainda assim, o primeiro impacto já plantou um certo hype no público certo. O trailer tem escala, tem personalidade e tem uma Lara que parece ter saído da arte conceitual original. Melhor ainda, o jogo chega em 12 de fevereiro de 2027 para PS5, Xbox Series X|S, Steam e Nintendo Switch 2 e já está em pré-venda.

Se a promessa se cumprir, Tomb Raider Legacy of Atlantis pode virar mais do que uma viagem nostálgica. Pode ser o inicio de uma trilogia de remakes. 2027 é logo alí!

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