State of Play volta em 2 de junho de 2026 com aquele cheiro clássico de temporada de anúncios. A transmissão começa às 18h, no horário de Brasília, e promete mais de 60 minutos de novidades, trailers, gameplays e atualizações para PS5. Portanto, não estamos falando de uma edição qualquer.
A Sony parece tratar o evento como seu grande palco da “Não-E3”.
Aliás, pra quem não sabe, o termo “Not-E3” surgiu como uma resposta natural após o encerramento definitivo da feira tradicional E3 em 2023. Este tem sido o período do ano, entre o final de maio e meados de junho, em que toda a indústria de games realiza uma série de eventos virtuais e presenciais para revelar as novidades.
Desde que a Sony anunciou o State of Play no mês de maio, muito tem se especulado e o hype desde então só cresce.
Nesse meio tempo, a confirmação mais importante veio da própria PlayStation. Marvel’s Wolverine, da Insomniac Games, abrirá a apresentação com uma nova amostra do jogo. Além disso, o estúdio promete destacar detalhes inéditos da aventura, incluindo o combate brutal de Logan e novos elementos da história.
Outro detalhe curioso é que este State of Play não ficará restrito ao YouTube e aos canais oficiais da PlayStation. A apresentação também será exibida em cinemas selecionados, algo que reforça o tamanho da aposta da Sony para esta edição.
Wolverine pode definir o tom da noite
Marvel’s Wolverine chega carregando uma responsabilidade grande. Afinal, a Insomniac transformou Spider-Man em uma das marcas mais fortes do PlayStation.
Agora, o estúdio precisa provar que pode ir além, adicionar violência gráfica, outro ritmo e outro tipo de fantasia de poder. Logan não pede acrobacia limpa entre prédios ensolarados. Ele pede peso, fúria, impacto e consequência.
Por isso, a grande pergunta não envolve apenas gráficos ou fidelidade aos quadrinhos. O que realmente importa é como a Insomniac vai traduzir o instinto animal do personagem em jogabilidade. Se o combate tiver leitura corporal e cura regenerativa bem aplicada, Wolverine pode virar mais do que um “Spider-Man com garras”. Inimigos que reajam ao medo ajudariam. Pode virar o próximo grande jogo de ação cinematográfica da Sony.
Ainda assim, a apresentação precisa mostrar equilíbrio. Mostrar demais pode esfriar o restante do evento. Já uma demonstração curta demais deixaria a comunidade desconfiada. Portanto, o ideal seria uma mistura entre missão narrativa, combate aberto, exploração e um trailer final com vilões.
O lançamento está marcado para 15 de setembro de 2026, exclusivamente no PS5. Por isso, esse State of Play deve funcionar como a largada da campanha final de divulgação – e até, quem sabe, uma abertura de pré-venda.
Os rumores mais fortes do lado first-party

Com mais de uma hora reservada, o State of Play também abre espaço para apostas maiores dos PlayStation Studios. O rumor mais barulhento envolve um possível jogo derivado de God of War focado em Faye.
Embora a Sony não tenha confirmado nada, a ideia faz sentido criativo. Faye ainda guarda lacunas importantes na fase nórdica da franquia, e Santa Monica poderia explorar esse passado sem apressar uma nova saga principal.
Outro nome que ronda a conversa é Intergalactic: The Heretic Prophet, a nova IP de ficção científica da Naughty Dog. O jogo já apareceu ao mundo, mas ainda precisa mostrar sua cara jogável.
Nesse caso, uma nova prévia renderia muito, porque o estúdio carrega uma cobrança enorme depois de anos preso entre remasters, adaptações e projetos cancelados. Mesmo assim, talvez a Sony guarde algo maior para outro palco.
Também existe curiosidade sobre Fairgame$, da Haven Studios. O projeto sumiu, e o registro da marca “Break In” alimentou teorias sobre rebranding. Caso isso se confirme, a Sony precisará explicar rapidamente por que esse jogo de assalto ainda merece atenção. Convenhamos, em tempos de desconfiança com jogos como serviço, uma simples montagem cheia de cortes não bastaria.
Third-parties podem roubar parte do show

Entre os parceiros externos, Phantom Blade Zero aparece como um candidato forte. O RPG de ação da S-Game mistura wuxia, fantasia sombria e combates de velocidade absurda.
Como o lançamento está previsto para setembro, uma nova demonstração no State of Play cairia como luva. Além disso, o jogo tem aquela estética “como isso está rodando assim?” que costuma viralizar fácil em transmissões ao vivo.
Tomb Raider: Legacy of Atlantis também combina bem com o palco da PlayStation. A releitura da primeira aventura de Lara Croft tem versões confirmadas para PS5, Xbox Series e PC. Ainda assim, a ligação histórica da personagem com o PlayStation pesa no imaginário do gamers da era PS1. Um trailer com exploração, tumbas e combate moderno resolveria muita curiosidade.
A Konami, por sua vez, merece atenção. Castlevania: Belmont’s Curse já foi anunciado para 2026, enquanto Silent Hill: Townfall segue como um dos jogos mais aguardados para trailers de impacto. Logo, qualquer atualização dessas franquias ajudaria a diversificar o evento além dos blockbusters de ação.
E, quem sabe, até o PS5 Pro também entra na lista trazendo alguma novidade. Até agora, o foco oficial está nos jogos. Então, esperamos demonstrações técnicas apenas se elas servirem ao espetáculo.
No fim, este State of Play chega com uma vantagem, já tem um chamariz real. Marvel’s Wolverine garante a atenção inicial, mas os 60 minutos prometidos criam expectativa por algo ainda maior.
Se a Sony equilibrar o ritmo, a noite de 2 de junho pode pode ser um ponto alto na série de eventos que vão ocorrer agora em junho. A fanbase do PS5 agradeceria.
E, depois de tantos eventos mornos na indústria, um pouco de garra cairia muito bem.
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