Jogadores do PlayStation organizam greve contra fim da mídia física

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Jogadores do PlayStation estão organizando uma greve digital para o dia 25 de julho em protesto contra o fim da mídia física nos consoles da Sony.

A mobilização pede que usuários não liguem o PS4 ou PS5 durante todo o sábado, não acessem a PSN e evitem qualquer compra na PlayStation Store.

O movimento surge após a Sony confirmar que encerrará a produção de discos físicos para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028. Depois dessa data, novos lançamentos chegarão em formato digital, inclusive quando forem vendidos por varejistas. Jogos lançados antes do prazo, ou já planejados em disco até lá, não serão afetados pela mudança.

A decisão acendeu uma discussão antiga, mas que agora parece mais urgente: o que o jogador realmente possui quando compra um jogo digital? Para parte da comunidade, o fim dos discos não representa apenas nostalgia por caixinhas na estante. Ele também ameaça revenda, empréstimo, coleção, preservação e acesso independente de servidores.

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Protesto mira as métricas da Sony

A ideia da greve é simples. Em vez de apenas reclamar nas redes sociais, jogadores querem boicotar as métricas importantes para a Sony, como usuários ativos, acessos à PSN e compras digitais. A data escolhida, um sábado, tenta aproveitar justamente um período em que o uso dos consoles costuma ser maior.

Ainda assim, é cedo para saber impacto real da mobilização. O mercado caminha há anos para o digital, e a própria Sony justificou a mudança dizendo que precisa acompanhar o comportamento atual dos consumidores. Analistas também apontam que as vendas físicas caíram muito nos últimos anos, especialmente nos Estados Unidos.

Aliás, esse é o paradoxo do protesto. Muita gente protesta contra o mídia física nas redes, mas compra cada vez menos jogos em disco. Segundo dados citados por Mat Piscatella, da Circana, apenas sete jogos de PlayStation venderam mais de 100 mil unidades físicas nos Estados Unidos em 2026. O número ajuda a explicar por que a Sony enxerga o disco como um formato em declínio.

Mesmo assim, números de mercado não encerram o assunto. A mídia física ainda vale muito para colecionadores, jogadores de regiões com internet ruim, consumidores que dependem do mercado de usados e pessoas preocupadas com preservação digital e direito de posse real.

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O que você ganha com o fim da mídia física?

Greve no Playstation

A greve no PlayStation por sí só talvez não faça a Sony voltar atrás. Porém, demonstra que o fim da mídia física não é bem recebido por boa parte da comunidade. Além disso há uma petição que atualmente já conta com mais de 340 assinaturas.

Para uma empresa que construiu parte de sua história em prateleiras, capinhas, encartes e lançamentos altamente hypados por fãs, essa reação diz bastante sobre o que se perde quando tudo vira apenas uma licença frágil na nuvem.

No fim, fica a reflexão para quem ainda não se importa com a causa: se a mídia física desaparecer, quem sai ganhando com isso?

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