Agefield High: Rock the School finalmente ganhou data de lançamento e, para quem ainda espera um novo Bully, a notícia bate naquele ponto fraco da nostalgia.
O jogo chega ao PC, via Steam, em 12 de agosto de 2026, enquanto as versões para consoles devem ficar para depois, ainda sem uma data específica.
Desenvolvido pela Refugium Games, Agefield High aposta em uma ideia que a Rockstar deixou parada no armário desde 2006: transformar a rotina escolar em um playground de confusão, mil tretas, amizades problemáticas e muita rebeldia. A diferença é que, aqui, o clima parece menos “colégio interno problemático” e mais uma mistura de mundo aberto indie com comédia adolescente lá dos anos 2000.

A proposta coloca o jogador no papel de Sam, um novo aluno de Agefield High. No primeiro dia, ele conhece Kale e Axel, dois colegas que querem “dominar” os últimos meses de escola antes da formatura. A partir daí, o jogo mistura aulas, missões principais, atividades secundárias e exploração de uma pequena cidade com campus, bairros, centro urbano e até área rural.
Inspirado em Bully, mas com personalidade própria

A comparação com Bully é inevitável. Agefield High também tem escola, regras, professores, brigas, bicicletas, horários e a possibilidade de matar aula para fazer outras coisas. No entanto, é bom manter o pé no chão. Não estamos falando de uma superprodução da Rockstar, mas de um projeto independente tentando ocupar um espaço que ficou vazio por praticamente 20 anos.
O jogo promete um sistema de tempo e escola, com aulas durante a semana. O jogador pode seguir a rotina normal, tirar boas notas e ganhar dinheiro, ou simplesmente faltar, fazer missões paralelas e arrumar problemas com professores e policiais. Também será possível comprar roupas, bicicletas e outros itens para personalizar a experiência.

O tom, porém, pode dividir opiniões. A inspiração em comédias adolescentes como American Pie traz um charme bem anos 2000, mas também carrega aquele humor escrachado que envelheceu de forma… digamos, irregular.
Ainda assim, existe curiosidade justamente porque quase ninguém faz jogos sobre vida escolar nesse formato.
Agefield High não precisa ser o novo Bully para chamar atenção. Basta entregar um mundo compacto, divertido e cheio de pequenas histórias absurdas. Se conseguir isso, já pode virar uma surpresa inesperada para quem sente falta de jogos médios, polêmicos e com personalidade.
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