Full Circle: JRPG indie inspirado na era PS1 é anunciado na Indie Quest 2026

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Full Circle acaba de entrar no radar de quem sente falta daquela era em que JRPG parecia uma promessa de aventura ao moldes da velha guarda.

Revelado durante a Indie Quest 2026, o novo projeto da 2nd Player Games, com publicação da Deck13 Spotlight, aposta em estética “2.5HD”, combates por turnos e aquele cheiro delicioso de clássico perdido do primeiro PlayStation.

Confira o Trailer de Full Circle

O jogo ainda não tem data de lançamento definida, mas já aparece listado na Steam. Além disso, o título está planejado tanto para PC quanto para consoles. E fique ligado, pois uma primeira versão jogável prevista para a Gamescom deste ano, segundo informações divulgadas após o anúncio.

Um JRPG com alma de PS1

Um JRPG com alma de PS1

A proposta de Full Circle mira direto no coração de quem cresceu com Lunar, Breath of Fire, Final Fantasy e Legend of Dragoon. Porém, o estúdio não parece interessado em apenas imitar o passado. A ideia soa mais refinada. Ou seja, recuperar o senso de jornada, grupo e descoberta dos RPGs dos anos 90, enquanto usa ritmo moderno para evitar poeira acumulada.

Na história, a humanidade vive em cidades flutuantes após a superfície se tornar domínio de feras mutantes. Jovens heróis são treinados para descer ao mundo selvagem e manter o último refúgio humano funcionando. Contudo, uma missão fora dos muros revela sobreviventes, cidades rivais e segredos capazes de desmontar tudo que esses personagens acreditavam saber.

Essa premissa tem um baita charme. Bons JRPGs sempre começam com uma missão simples e terminam questionando destino, memória, política e identidade.

Combate mistura turnos e precisão em tempo real

Full Circle: Combate mistura turnos e precisão em tempo real

Full Circle também chama atenção pelo chamado “combate em fluxo constante”.

No gameplay, o sistema combina estratégia por turnos com comandos de precisão em tempo real. Portanto, o jogador precisa pensar na ordem das ações, acertar o tempo dos golpes, criar combos e trocar personagens sem quebrar o ritmo.

O grupo terá quatro personagens ativos e quatro reservas. Além disso, cada aliado possui habilidades próprias, como hackear máquinas, domar criaturas, controlar ambientes e resolver desafios fora dos combates.

Esse detalhe sugere um JRPG menos preso ao menus e mais voltado a transformar cada personagem em ferramenta narrativa e mecânica.

Visualmente, o jogo aposta em pixel art moderna dentro de cenários 3D. Repare que esse casamento entre nostalgia e profundidade lembra a busca atual de muitos jogos indies. Não recriar a limitação técnica dos anos 90, mas reinterpretar a memória afetiva daquela época.

Por que Full Circle merece atenção?

Por que Full Circle merece atenção

De fato, ainda é cedo para tratar Full Circle como promessa garantida. No entanto, o anúncio chega em um momento perfeito para fãs de JRPG indie. Basta olharmos para o vencedor do Premio de Jogo do Ano em 2025 – Clair Obscur: Expedition 33.

Depois de anos vendo grandes produções perseguirem escala cinematográfica, existe apetite claro por aventuras menores, autorais e cheias de personalidade.

Se a 2nd Player Games equilibrar ritmo, elenco e combate, Full Circle tem chance virar um desse fenômenos que começam discretos em uma vitrine indie e terminam na lista de indicados ao GOTY.

E, vamos concordar, todo mundo que viveu a era PS1 sabe que às vezes, a grande aventura começa com uma tela simples, música melancólica e um grupinho carismático.

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