Crimson Desert está virando febre por um motivo inusitado: jogadores estão trocando a campanha principal por um verdadeiro exército de gatos.
Em um jogo vendido como um épico de fantasia, guerra e exploração, muita gente resolveu deixar a campanha principal de ladopara fazer algo bem inusitado – carregar felinos no colo, ganhar sua confiança e transformar cidades inteiras em pontos de recrutamento.
E sim, isso lembra outro surto coletivo relativamente recente dos games: Stray, lançado em julho de 2022, provou que basta um gato carismático para a internet perder a linha.
O detalhe curioso é que a história principal não gira em torno de “criar” gatos no sentido literal. Na prática, o sistema de pets de Crimson Desert é algo paralelo que permite adotar cães e gatos espalhados por Pywel.
Para isso, o jogador precisa elevar a confiança do animal até o nível 100, usando carinho e comida. Depois, surge a opção de levá-lo para a coleção.
Não é apenas visual. Os gatos (e cães) ajudam no looting, coletando itens pelo cenário enquanto você luta ou explora, o que torna ter vários deles uma vantagem estratégica para farmar recursos.
Como os gatos roubaram a cena (de novo)
A faísca se tornou viral porque o sistema tem profundidade suficiente para alimentar a obsessão dos gateiros e gateiras de plantão.
Para se ter ideia, alguns jogadores passaram a caçar variantes raras. Enquanto isso, outros começaram a procurar os famosos gatos gordinhos. Além disso, uma parte da comunidade entrou em guerra semântica quando “fat cats” virou “loafy cats” em uma mudança notada pelos fãs.
Não bastasse isso, o simples ato de carregar um gato por aí já bastou para render cortes, memes e posts em massa. Quando um jogo oferece um mundo amplo, sistemas soltos e espaço para improviso, a comunidade quase sempre encontra um hobby paralelo. Em Crimson Desert, esse hobby mia.
Também pesa o fato de que o protagonista é Kliff. Ao mesmo tempo, sua jornada em Pywel convive com uma recepção curiosa, já que o mundo aberto costuma receber mais elogios do que a narrativa principal. O próprio Alec Newman, ator de Kliff, resumiu bem esse espírito ao dizer que o grande trunfo do jogo é o mapa aberto e, claro, a possibilidade de pegar um gato.
Por isso, parte da comunidade parece tratar Crimson Desert menos como uma marcha reta até os créditos e mais como uma grande caixa de areia medieval.
O conceito de SandBox sendo levado a sério

Talvez essa seja a curiosidade mais divertida sobre Crimson Desert até agora. Quando os jogadores ignoram a urgência da guerra para montar um pequeno batalhão de mascotes, eles não estão jogando errado.
Na verdade, eles mostram onde o jogo mais brilha: na liberdade de experimentar, criar histórias curiosas e encontrar beleza no inusitado. Afinal, qualquer mundo aberto fica mais memorável quando permite salvar o reino ou sair por aí atrás do gato perfeito.
Aliás, o jogo permite equipar os pets com pequenas armaduras e acessórios. Por isso, muitos jogadores começaram a montar verdadeiros esquadrões de “gatos guerreiros”.
Além disso, vários fãs usam a mecânica para recriar seus pets da vida real dentro do jogo. Como resultado, essa tendência gerou posts emocionantes em fóruns como o Reddit.
No fim, o caso mostra como sistemas paralelos bem construídos podem furar a bolha de um lançamento mais nichado. Assim, os gatos acabaram virando um dos assuntos mais comentados de um jogo de batalha medieval.
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