O movimento Stop Killing Games e o projeto DoesItPlay? passaram a apoiar oficialmente um processo coletivo contra a Sony na Holanda. Conhecida como Fair PlayStation, a ação acusa a empresa de usar o ecossistema fechado do console para manter jogos digitais artificialmente caros.
A Stichting Massaschade & Consument, entidade holandesa responsável pelo processo, chama essa diferença de “Taxa Sony”. Segundo o grupo, donos de PlayStation não podem escolher outra loja digital dentro do console. Portanto, a falta de concorrência permitiria que a companhia controlasse preços e condições de venda.
Stop Killing Games amplia o processo contra a Sony
O Stop Killing Games não iniciou a ação e seu apoio não transforma jogadores de outros países em participantes. Contudo, a colaboração ajuda a entidade holandesa a demonstrar que representa uma preocupação real da comunidade, e não apenas um argumento criado por advogados.
Podem aderir diretamente ao processo moradores da Holanda que possuem PS4 ou PS5 e mantêm uma conta da PlayStation Network. Também é necessário ter comprado algo na PlayStation Store desde 29 de novembro de 2013. A ação busca interromper as práticas consideradas ilegais e obter indenização para consumidores afetados.
As acusações ainda precisarão sobreviver à análise judicial. Logo, “Taxa Sony” representa a tese dos autores do processo, não uma irregularidade já reconhecida definitivamente pela Justiça.
Fim dos discos aumenta a preocupação
A discussão ganhou ainda mais peso após a Sony anunciar o fim da produção de discos para novos jogos a partir de janeiro de 2028. Sem mídia física, os jogadores perdem a possibilidade de comparar varejistas, comprar usados, emprestar ou revender seus jogos.
Além disso, capinhas contendo apenas um códigos não substituem esse mercado. O código fica atrelado à conta após o resgate e não pode circular como um bem. Ou seja, você não é dono de nada e não decide nada.
Dessa forma, a PS Store se torna o ponto central para preço, acesso e condições de uso dentro do PlayStation.
O apoio também mostra que o Stop Killing Games está ampliando sua atuação. O movimento nasceu para impedir que empresas tornem jogos comprados permanentemente inutilizáveis após desligar servidores. Agora, ele conecta preservação, concorrência e propriedade digital dentro da mesma discussão sobre direitos do consumidor.
Já o DoesItPlay? avalia a preservação e o funcionamento de jogos físicos. Dessa maneira, as duas iniciativas atacam lados complementares do avanço digital.
O tema já ultrapassou a Europa. No Brasil, o movimento inspirou o Projeto de Lei 3612/2026. A proposta exige mais transparência sobre licenças digitais e cria regras para o encerramento de serviços online. Embora o processo holandês não tenha efeito direto por aqui, seu resultado poderá influenciar uma indústria cada vez mais dependente de lojas fechadas.
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