Konami apostou alto em Silent Hill: Townfall – primeiras notas começam a justificar a confiança

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A Konami vinha demonstrando uma confiança incomum em Silent Hill: Townfall antes mesmo da publicação das primeiras análises.

Motoi Okamoto, produtor da franquia, chegou a afirmar que o novo jogo poderia acabar sendo uma “obra-prima”. Agora, com as primeiras notas disponíveis, já dá para entender melhor de onde vinha tanto otimismo.

Silent Hill: Townfall no Metacritic
Silent Hill: Townfall no Metacritic

Nesta segunda-feira, 21 de setembro, Townfall apareceu com 81 pontos no Metacritic e 82 no OpenCritic. As médias ainda podem mudar conforme novas análises entram nos agregadores, mas o início mostra uma recepção majoritariamente positiva.

Isso ganha ainda mais peso porque Townfall é, em vários aspectos, uma experiência diferente dos capítulos anteriores. Desenvolvido pela escocesa Screen Burn Interactive, antigo estúdio No Code, o projeto abandona a câmera tradicional da série e aposta totalmente na primeira pessoa.

Notas dos grandes portais

  • 10 – Digital Spy
  • 10 – Noisy Pixel
  • 9 – PSLS
  • 9 – Slant
  • 9 – GameSpew
  • 9 – GamesRadar
  • 9 – Dualshockers
  • 9 – GAMINGbible
  • 8 – IGN
  • 8 – Digitec
  • 8 – PSX Brasil
  • 8 – Gamespot
  • 8 – TechRaptor
  • 8 – MonsterVine
  • 7 – GameGrin
  • 7 – Screen Rant
  • 7 – Push Square
  • 6 – VGC
  • 6 – DayOne

Um Silent Hill construído para parecer mais intimidador

Um Silent Hill construído para parecer mais intimidador

Silent Hill: Townfall leva o jogador até St. Amelia, uma ilha escocesa envolvida por névoa em 1996. O protagonista Simon Ordell retorna ao local para “colocar as coisas em ordem”, mas encontra uma cidade aparentemente abandonada e marcada por acontecimentos que começam a emergir conforme a exploração avança.

Neste caso, a câmera em primeira pessoa não funciona apenas como mudança estética. A Screen Burn utiliza a perspectiva para limitar a visão e aumentar a sensação de vulnerabilidade. Até consultar o mapa ocupa parte da tela e impede que o jogador enxergue completamente o ambiente.

Outro elemento central é o CRTV, uma pequena televisão portátil que assume parte da função tradicional do rádio de Silent Hill. O dispositivo ajuda a detectar criaturas, encontrar sinais e solucionar pistas.

Além disso, a equipe aproveita recursos do DualSense, como feedback háptico, gatilhos adaptáveis e controles de movimento. Isso sem Tempest 3D Audio Tech.

Acima deEsse tipo de interação combina bastante com o histórico da Screen Burn. Antes de Townfall, quando ainda se chamava No Code, o estúdio produziu Stories Untold e Observation, dois jogos conhecidos justamente pelo uso criativo de interfaces e tecnologias antigas.

O renascimento de Silent Hill continua

Okamoto havia dito que as pessoas que experimentaram Silent Hill: Townfall estavam respondendo muito bem ao projeto. Segundo o produtor, embora o jogo parecesse mais discreto do que outros lançamentos recentes, existia a sensação de que ele poderia surpreender.

As primeiras análises seguem nessa direção. Algumas críticas destacam especialmente a atmosfera, o terror psicológico e a maneira como a primeira pessoa altera a exploração. Outras apontam limitações, mas a recepção geral permanece positiva neste primeiro momento.

Silent Hill: Townfall chega agora, em 24 de setembro, para PlayStation 5 e PC. Depois do remake de Silent Hill 2 e de Silent Hill f, a Konami tenta manter o ritmo de revitalização da franquia.

Ainda é cedo para saber se “obra-prima” será o termo que ficará associado ao jogo. Porém, o entusiasmo da Konami agora tem um dado concreto para acompanhá-lo: as primeiras médias da crítica começaram acima dos 80 pontos.

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