Resident Evil recebe primeiras impressões – e elas são positivas!

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Resident Evil começou a passar pelo teste que importa: o público e a crítica. Depois de meses cercado por desconfiança, pela decisão de contar uma história inédita sem Leon, Jill, Chris ou Claire no centro, o novo filme dirigido por Zach Cregger recebeu suas primeiras avaliações.

E, pelo menos neste primeiro momento, o resultado parece melhor do que fãs imaginavam.

As reações começaram a aparecer após a première mundial e ganharam força nesta quarta-feira, 16 de setembro, quando caiu o embargo das críticas.

A Variety reuniu comentários que descrevem o longa como um espetáculo de horror, extremamente sangrento e capaz de reproduzir a sensação de estar jogando um survival horror. O The Guardian também foi positivo, destacando a mistura entre tensão, humor e estrutura inspirada nos videogames.

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Variety - compilação das primeiras reações ao filme Resident Evil.
Variety – compilação das primeiras reações ao filme Resident Evil.

Talvez o detalhe mais importante seja justamente esse. Cregger nunca escondeu que não queria adaptar diretamente um dos jogos. Em vez disso, Resident Evil acompanha um sobrevivente comum, interpretado por Austin Abrams, um entregador médico que acaba preso em uma noite de completo caos biológico em Raccoon City.

No papel, isso parecia receita para irritar metade da fanbase. Na prática, aparentemente funcionou.

Resident Evil parece entender a experiência antes da mitologia

Uma das ideias mais elogiadas nas primeiras críticas é a maneira como o filme traduz mecânicas dos games para a linguagem cinematográfica. Não necessariamente através de personagens conhecidos, mas pela sensação de progressão: explorar ambientes, encontrar recursos, sobreviver a criaturas cada vez piores e seguir em frente mesmo quando absolutamente tudo parece dizer para voltar.

San Francisco Chronicle - crítica e análise da adaptação.
San Francisco Chronicle – crítica e análise da adaptação.

O San Francisco Chronicle classificou o longa como a primeira grande adaptação cinematográfica da franquia, elogiando efeitos, fotografia e a forma como Cregger usa elementos familiares aos jogadores sem transformar o filme em uma coleção de referências.

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Isso não significa consenso absoluto. Entre fãs que já assistiram ao longa, existe uma divisão interessante. Algumas reações elogiam justamente sua identidade como survival horror, enquanto outras argumentam que a conexão com a mitologia tradicional de Resident Evil continua pequena demais.

E aí entra a velha discussão: o que exatamente faz algo ser Resident Evil?

São Leon, Jill e companhia? Umbrella? Raccoon City? Ou aquela sensação específica de estar ferrado, com pouca munição, cercado por coisas que claramente não deveriam existir?

Cregger parece ter apostado na última opção.

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Talvez o ceticismo tenha ajudado

Zach Cregger na estreia de Resident Evil. - Foto por: FREDERIC J. BROWN
Zach Cregger na estreia de Resident Evil. – Foto por: FREDERIC J. BROWN

Sendo justo, depois de tantas adaptações estranhas, desconfiar desse novo Resident Evil não era exatamente paranoia. Até o próprio diretor revelou que sessões-teste fizeram o filme mudar. O público considerou algumas versões engraçadas demais, e Cregger reduziu o humor para preservar melhor a tensão.

Agora, com o lançamento marcado para 18 de setembro, o cenário mudou bastante. O filme ainda precisa enfrentar o público geral e, principalmente, os fãs mais ligados à mitologia dos jogos.

Por enquanto, porém, existe um plot twist acontecendo antes da estreia.

Depois de tantas adaptações questionáveis, talvez Resident Evil finalmente tenha encontrado algo que parecia mais difícil que sobreviver a Raccoon City: acertar no cinema.

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