Clones de Resident Evil estão vivendo um momento curioso. A Capcom modernizou a série com brilho e orçamento. Mesmo assim, muita gente ainda sente falta do “medo das eras PS1 e PS2”. Aquele medo de corredor estreito, câmera fixa e munição totalmente escassa.
Além disso, o survival horror clássico tem uma matemática própria. Você explora, volta, destranca, anota, erra e aprende. Consequentemente, cada sala vira um quebra-cabeça de ansiedade. Por isso, vários estúdios indies decidiram apostar nessa fórmula clássica.
Aliás, hoje a indústria dos jogos indies assumiu a responsabilidade que as grandes empresas deixaram de lado, resgatando a essência do survival horror clássico com maestria técnica e paixão.
Nesta lista, selecionamos dez projetos que não apenas homenageiam o passado, mas pavimentam a continuidade de um legado. De herdeiros diretos a experimentos estéticos em low-poly, estes títulos provam que o gênero está mais vivo do que nunca.
Tormented Souls 2

- Data de lançamento: 23/out./2025
- Desenvolvedor: Dual Effect
- Plataformas: PlayStation 5, GeForce Now, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S
- Demo Disponível
A Dual Effect surpreendeu o mundo com o primeiro jogo, e Tormented Souls 2 chega para consolidar essa dinastia. Ele se posiciona como o Resident Evil moderno que a Capcom parece ter esquecido como se faz. Aqui, o foco total reside nas câmeras fixas cinematográficas e nos puzzles que exigem papel e caneta ao lado do sofá.
O jogo coloca o jogador em uma vulnerabilidade constante através de ambientes labirínticos e recursos escassos. Diferente dos remakes atuais que priorizam a ação frenética, este título foca no desconforto psicológico e na navegação estratégica.
É o projeto que prova, definitivamente, que o horror de sobrevivência tradicional possui um futuro brilhante e comercialmente viável.
Liminal Point

- Data de lançamento: planejada para 2026
- Desenvolvedor: HideWorks
- Plataforma: Microsoft Windows
Se você busca uma experiência que misture o terror com a desolação psicológica, Liminal Point é a escolha certa. O título utiliza uma narrativa fragmentada que lembra muito o estilo de contar histórias de Silent Hill. No entanto, a estrutura de exploração e os cenários urbanos degradados evocam imediatamente a icônica Raccoon City.

A grande aposta aqui é o desconforto emocional causado por ambientes que parecem “vivos” e hostis. Então, o jogo foge do clichê de sustos fáceis (jump scares) para investir em uma sensação de isolamento sufocante.
É uma jornada ambígua onde a linha entre o pesadelo e a realidade se torna perigosamente tênue para o protagonista.
PHASE ZERO

- Data de lançamento: planejada para 2026
- Desenvolvedor: SPINA Studio
- Plataforma: Microsoft Windows
- Demo disponível
Muitos desenvolvedores tentam copiar o passado, mas Phase Zero entende a linguagem visual dos anos 90 de forma profunda. O jogo utiliza enquadramentos cinematográficos que escondem perigos logo após o limite da visão do jogador.
Esse uso inteligente de ângulos estranhos gera uma tensão constante sobre o que está “fora de campo”.

Ao resgatar essa estética, os criadores mostram que o medo mora justamente naquilo que você não consegue ver. A identidade visual é única, misturando modernidade técnica com o charme opressivo dos clássicos da era 32-bits. Para os puristas, este é um dos clones de Resident Evil mais promissores por sua direção de arte afiada.
Scarlet Lake

- Data de lançamento: A ser anunciada
- Desenvolvedor: Nocturnal Interactive
- Plataforma: Microsoft Windows
- Demo disponível
Enquanto alguns olham para as mansões, Scarlet Lake foca no “terror rural” que consagrou o quarto capítulo da franquia da Capcom. Contudo, o jogo troca o excesso de munição por uma angústia palpável em uma vila isolada. O contato com inimigos humanos distorcidos cria uma sensação de horror muito mais orgânico e pessoal.
O título funciona como uma alternativa sombria para quem amava a atmosfera de Resident Evil 4, mas odiava a transição para a ação pura.
Aqui, a sobrevivência é lenta e cada encontro pode ser o seu último. A vila não é apenas um cenário, mas um labirinto de segredos e rituais que desafiam a sanidade do jogador.
Flesh Made Fear

- Data de lançamento: 31/out./2025
- Desenvolvedor: Tainted Pact
- Plataforma: Microsoft Windows
- Demo disponível
Para os jogadores que possuem estômago forte, Flesh Made Fear mergulha de cabeça no horror visceral e corporal.
Nesse sentido, o jogo evoca o lado mais perturbador de títulos como Resident Evil 7 e os clássicos filmes de terror B. Espere encontrar cultos sinistros, corrupção da carne e designs de criaturas que desafiam a anatomia humana.
No geral, este projeto foca em incomodar o espectador através de uma direção de arte grotesca e detalhada. Dessa forma, a narrativa envolve experimentos sombrios e uma atmosfera de degradação que torna cada sala explorada um novo desafio para os sentidos.
Dentre os clones de Resident Evil, é o título ideal para quem busca uma experiência de horror que deixe marcas após o desligar do console.
Heartworm

- Data de lançamento: 31/jul./2025
- Desenvolvedor: Vincent Adinolfi
- Plataforma: Microsoft Windows
- Demo disponível
Nostalgia é uma ferramenta poderosa, e Heartworm a utiliza com uma precisão cirúrgica de dar inveja.
O jogo adota gráficos low-poly autênticos e uma paleta de cores melancólica que remete aos primeiros dias de Resident Evil e Silent Hill. No entanto, ele não vive apenas de referências, apresentando uma alma própria e introspectiva.
A solidão constante é a marca registrada desta obra, transportando o jogador para um estado de contemplação e medo.
O título captura aquela sensação estranha de explorar lugares vazios que deveriam estar cheios, típica da estética “dreamcore”. Para quem cresceu nos anos 90, jogar Heartworm parece um reencontro com um velho amigo – que agora quer te matar.
Ground Zero

- Data de lançamento: A ser anunciada
- Desenvolvedor: Malformation Games
- Plataforma: Microsoft Windows
- Demo disponível
Existem jogos que seguram sua mão, mas Ground Zero definitivamente não é um deles. Este título foca na sobrevivência mais crua possível, onde o gerenciamento de recursos atinge níveis de tensão absurdos.
Cada munição encontrada é tratada como ouro, e a exploração lenta é a única forma de garantir a longevidade do protagonista.
A vulnerabilidade é o tema central, fazendo com que o combate seja sempre a última opção.
O design de níveis incentiva o “backtracking” inteligente, forçando o jogador a memorizar rotas e gerenciar o inventário com precisão matemática. É uma experiência purista que recompensa a paciência e pune severamente a imprudência.
Echoes of the Living

- Data de lançamento: 31/out./2025 (em acesso antecipado)
- Desenvolvedor: MoonGlint Studio
- Plataforma: Microsoft Windows
Este projeto é um caso fascinante de desenvolvimento transparente e focado na comunidade. Echoes of the Living tenta recriar a glória dos cenários pré-renderizados de Resident Evil 2 e 3. Os devs permitem que os fãs acompanhem cada etapa do crescimento do projeto, criando um laço forte entre criadores e jogadores.
O título exala aquela atmosfera urbana de apocalipse zumbi que tanto amamos, com ruas bloqueadas e delegacias sombrias.
Mesmo sendo um projeto indie em evolução, a qualidade técnica das animações e dos cenários impressiona. Ele serve como um lembrete de que a paixão dos fãs pode rivalizar com o orçamento de grandes estúdios.
Pulsebreaker

- Data de lançamento: Ainda não divulgada
- Desenvolvedor: Anthony David Valles
- Plataforma: Microsoft Windows
Se você prefere um ritmo um pouco mais acelerado, mas sem perder o clima opressivo, Pulsebreaker é o equilíbrio perfeito. Ele flerta com a energia encontrada em Resident Evil 3: Nemesis, onde a perseguição e a adrenalina são constantes. No entanto, o design de som e a iluminação mantêm o jogador sempre em alerta.

O jogo oferece um sistema de combate mais responsivo, ideal para quem gosta de enfrentar as ameaças de frente.
Mesmo assim, os recursos não são infinitos, garantindo que a tensão nunca desapareça completamente. É um excelente exemplo de como modernizar o ritmo do survival horror sem sacrificar o medo.
Decaying Salvage

- Data de lançamento: A ser anunciada
- Desenvolvedor: Stasis Booth Games
- Plataforma: Microsoft Windows
Fechando nossa lista de clones de Resident Evil, temos o misterioso Decaying Salvage, um projeto que corre por fora do radar principal.
O jogo foca em uma exploração subterrânea claustrofóbica, onde o mistério sobre a origem das criaturas é o grande motor da trama. Aliás, por ser um título menos exposto, ele carrega aquele charme de “pérola escondida” que adoramos descobrir.

A ambientação industrial e escura cria um contraste interessante com os cenários mais tradicionais do gênero.
Ele promete surpreender os jogadores justamente pela falta de expectativas, entregando mecânicas sólidas e uma atmosfera pesada. Fique de olho, pois os indies mais obscuros costumam ser aqueles que mais inovam entre os jogos de terror.
A Formula Clássico
A indústria de jogos passa por ciclos, e o retorno dos clones de Resident Evil mostra que o público nunca deixou de amar o formato clássico. O sucesso desses títulos indie força as grandes empresas a repensarem suas estratégias. Afinal, o medo não precisa de orçamentos bilionários, mas sim de uma boa câmera, um quebra-cabeça inteligente e a sensação de que a próxima porta pode ser a última.
Seja você um veterano de Raccoon City ou um novato curioso, esses dez jogos oferecem experiências ricas e autênticas. O survival horror clássico não é apenas uma memória do PS1; é um gênero vibrante que continua a nos assombrar com qualidade e criatividade.
No fim das contas, nada supera a sensação de encontrar aquela sala segura quando a música suave começa a tocar e sabemos que, por alguns minutos, o mundo lá fora não pode nos alcançar. Muitos desses títulos vão passar batido pela grande massa, mas todos aspiram se tornar o próximo clássico cult.
E aí, qual desses títulos fará você tirar a poeira das suas habilidades de sobrevivência primeiro? Baixe uma demo grátis!
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