Warner Bros parece ter se tornado a empresa mais desejada de Hollywood nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026. A Netflix confirmou que saiu da disputa pela compra da Warner Bros. Discovery. Com isso, a Paramount Skydance fica com a pista livre para fechar o acordo.
A decisão encerra meses de especulação e de lances agressivos. E, ao mesmo tempo, reposiciona o streaming para uma fase mais dura. Agora, o jogo deixa de ser só catálogo. Ele vira estrutura, dívida, reguladores e sobrevivência.
Por que a Netflix desistiu agora

A Netflix se retirou da negociação da Warner Bros. depois que a Paramount Skydance elevou a proposta para US$ 31 por ação. O desenho do negócio chega a cerca de US$ 110 bilhões, já considerando a dívida do grupo. Diante desse salto, a Netflix decidiu não cobrir a oferta.
Nos bastidores, a empresa tentou um caminho cirúrgico. Ela queria os estúdios e o braço de streaming, incluindo o Max. Ao mesmo tempo, sugeriu separar os ativos de TV a cabo, como canais e operação jornalística. A Paramount, por outro lado, aceitou levar o pacote completo.
Na prática, a Netflix enviou um recado ao mercado. Ela preferiu proteger margens e fluxo de caixa, em vez de herdar uma conta (pesada). Além disso, ela evita a parte mais difícil da herança: queda estrutural da TV tradicional. No mundo dos negócios, saber a hora de recuar é um movimento de disciplina, e não de fraqueza.
O “tudo ou nada” da Paramount Skydance

A Paramount Skydance entrou no modo all-in. O grupo liderado por David Ellison colocou mais dinheiro na mesa e incluiu uma garantia de US$ 7 bilhões caso reguladores barrem o acordo.
Esse tipo de seguro compra tempo e confiança do conselho. E também pressiona rivais, porque encarece qualquer contra-ataque.
Se a venda se concretizar, o impacto cultural vai ser imediato. Um mesmo guarda-chuva corporativo passa a reunir marcas e franquias que moldaram gerações.
Pense em DC, Harry Potter e uma infinidade de franquias clássicas de ação e ficção científica que rendem games e séries.
Para o público gamer, isso é super relevante porque as licenças e parcerias mudam de mãos. E, em Hollywood, quem assina decide esse ritmo.
Já para os amantes de séries e filmes, o plano mais comentado é a integração de plataformas. A expectativa do mercado é uma fusão entre Paramount+ e Max, criando um serviço com volume suficiente para peitar a própria Netflix.
Só que volume não paga conta sozinho. A nova gigante vai precisar cortar custos, harmonizar tecnologias e manter assinaturas num cenário que já está bem lotado.
No mercado de ações
No pregão, investidores reagiram rápido. As ações da Netflix subiram com a leitura de “prudência” e foco no core. Já a Warner oscilou, refletindo incerteza sobre aprovação e prazos.
Para quem só curte acompanhar cinema e séries, o temor é de se esperar: menos concorrência pode significar mais monopólio e reajustes. Mas, para quem investe, a pergunta é outra: a Paramount consegue digerir esse monstro sem perder fôlego? E sem sangrar na primeira grande integração.
Ainda existe um muro no caminho: regulação e política. O negócio promete escrutínio por concentração e por influência sobre mídia. Portanto, mesmo com o acordo assinado, a história da venda da Warner Bros. não termina hoje. Ela apenas troca de capítulo.




















