Resident Evil Requiem acabou de fazer algo que poucos jogos de terror single-player conseguem no PC.
No lançamento, em 27 de fevereiro de 2026, o novo capítulo da Capcom bateu o recorde histórico de jogadores simultâneos da franquia na Steam. E não foi um recorde “apertado”, meus amigos. Foi daqueles que mudam o patamar da conversa.
Segundo os dados do SteamDB, Resident Evil Requiem atingiu 320.056 jogadores simultâneos como pico máximo, poucas horas após a liberação. Enquanto isso, no momento do registro, o contador ainda mostra mais de 292 mil pessoas jogando ao mesmo tempo.
Esse tipo de cauda longa, logo na estreia, costuma indicar duas coisas: curiosidade massiva e retenção forte.
Para colocar esse número em perspectiva, Resident Evil 4 Remake – que já parecia imbatível – tinha um all-time peak de 168.191. Ou seja, Resident Evil Requiem praticamente dobrou o topo recente da série no PC.
Além disso, outros gigantes da franquia ficam bem abaixo: Resident Evil Village chegou a 106.631, e Resident Evil 2 Remake alcançou 74.227 no auge.
O que explica esse fenômeno?
Desta vez, a Capcom transformou o lançamento em evento. Primeiro, Resident Evil Requiem chegou simultaneamente a PC, PS5, Xbox Series e Nintendo Switch 2, o que amplia o barulho nas redes e puxa mais gente para assistir, comentar e, principalmente, comprar.
Ao mesmo tempo, a conversa em torno do jogo ganhou combustível com o calendário simbólico da série, já que 2026 marca 30 anos de Resident Evil.
Além do alcance, a recepção crítica também ajudou a manter o ritmo. No agregado, Resident Evil Requiem estreou com média 88 no Metacritic, um número forte o bastante para virar argumento de vendas massivas e de timeline.
Com uma nota alta dessas, consequentemente, quem estava “em cima do muro” tende a fazer pré-venda sem muita objeção, principalmente no PC, onde a comunidade responde rápido a sinal de qualidade boa ou ruim.
Sem uma Demo dessa vez
Outro ponto nos chama atenção é que o jogo entrou no ar sem aquela “escada” tradicional de demo pública, que costuma aquecer motores e gerar comparativos antes do dia D.
Ainda assim, Resident Evil Requiem não precisou dessa ferramenta de marketing. Pelo contrário, ele virou vitrine por conta própria, com picos constantes e um impulso que lembra lançamento de blockbuster multiplayer, mesmo sendo uma experiência essencialmente single-player.
No fim, o recado é simples: Resident Evil Requiem não apenas estreou bem. Ele estreou com cara de nomeação a jogo do ano – e até poderia levar o GOTY se GTA 6 fosse adiado para 2027.
Vale mencionar que Resident Evil Requiem está muito bem otimizado em todas as plataformas em que foi lançado. É um marco ver um Resident Evil de última geração ser lançado simultaneamente e de forma nativa (não via nuvem) em um console portátil.
Além disso, é o primeiro jogo que fez o PS5 Pro mostrar a que veio afinal. Isso demonstra não só o amadurecimento da RE Engine, mas também da própria equipe de desenvolvimento.
Se esse boom inicial se sustentar pelas próximas semanas, a Capcom pode ter colocado a franquia Resident Evil em um novo patamar comercial.
Diz aí, você pretende jogar no PC com tudo no talo ou prefere a comodidade dos consoles?






















