Borderlands Mobile chegou sem trailer, sem campanha de marketing e praticamente sem aviso prévio.
Diferente de Borderlands 4 que contou com marketing massivo e polemicas, o novo jogo simplesmente apareceu na App Store dos EUA em 9 de abril de 2026 como um título gratuito para iPhone, desenvolvido pela NaturalMotion e publicado pela Zynga.
Aliás, a própria Zynga já confirmou que se trata de um teste por tempo limitado para um projeto mobile de Borderlands ainda sem nome oficial definitivo, enquanto a Gearbox participa com orientação criativa sobre o universo, a história e o lore da franquia.
Por enquanto, o acesso está bem restrito. A ficha do jogo na App Store informa que Borderlands Mobile está disponível somente para iPhone, exige iOS 18 ou superior e ocupa 2,9 GB de espaço.
No suporte oficial, a Zynga ainda recomenda o uso em iPhone 11 ou mais recente e afirma que a experiência não está otimizada para tablets e iPads. Em outras palavras, não é um lançamento global, nem uma versão completa pronta para todos os dispositivos Apple.
Teste limitado e sem previsão oficial para Android
Outro detalhe importante é a disponibilidade regional. Neste momento, o teste está liberado apenas nos Estados Unidos, o que impede o download direto para usuários do Brasil e de outros mercados sem trocar a região da conta.
Ao mesmo tempo, a Zynga ainda não anunciou uma versão oficial para Android nem revelou uma data para expandir o teste. Ainda assim, o próprio centro de suporte do jogo já exibe uma seção de solução de problemas para Android, o que sugere que a plataforma está no radar, mas isso ainda não vale como confirmação de lançamento.
No gameplay, Borderlands Mobile tenta preservar a identidade da franquia, mas adapta sua estrutura ao ritmo de celular.
A descrição oficial fala em campanhas, Tower of Terror e Circle of Slaughter, enquanto o suporte mostra que a campanha é organizada em missões principais, missões secundárias e desafios extras. Além disso, a progressão gira em torno de uma nave central, que funciona como hub e pode ser melhorada com Ship Parts para liberar salas, bônus e modos adicionais. Assim, o jogo troca a sensação de jornada contínua dos títulos principais por sessões mais curtas e objetivas.
O que já dá para fazer no jogo

Mesmo em fase inicial, o teste já mostra bem a proposta do jogo. Por enquanto, apenas a classe Summoner está disponível. Ela foca em invocar criaturas para ajudar no combate. Além disso, a Zynga promete liberar novas classes e mais opções de personalização em updates futuros.
Já a monetização segue o padrão de muitos jogos mobile. O suporte oficial confirma um Battle Pass com faixa gratuita e versão premium. Essa edição paga recebe o nome de Ultimate Pass. Além disso, a loja Marcus Munitions permite abrir baús com chaves e fragmentos.
Borderlands Mobile parece mais do que uma curiosidade. O jogo soa como um teste de mercado bem calculado. A Zynga quer descobrir até onde pode lucrar…digo, levar o caos, o loot e a progressão da franquia no celular. Tudo isso com sessões rápidas e estrutura de live service.
Se o feedback for positivo, o projeto pode abrir uma nova frente para a série. Agora, resta saber se a fase de testes vai amadurecer a ideia. Também fica a dúvida se toda franquia funciona bem no formato mobile.

















