Trilogia clássica de Resident Evil chega à Steam com polêmicas

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A trilogia clássica de Resident Evil chegou à Steam no dia 1º de abril de 2026 sem qualquer aviso da Capcom.

A data, aliás, levantou suspeitas na hora. Muita gente pensou que era mais uma pegadinha do Dia da Mentira. No entanto, dessa vez era real. E melhor ainda, os jogos chegaram com desconto de lançamento.

Para quem cresceu explorando a mansão Spencer em Resident Evil em 1996, fugindo de Raccoon City em Resident Evil 2 e encarando Nemesis em Resident Evil 3: Nemesis, o momento tem muito apelo nostálgico. Ainda assim, a empolgação veio acompanhada de críticas pesadas que não dá pra deixar passar.

Um retorno que deve muito ao GOG

Programa de Preservação da GOG
Programa de Preservação da GOG

Antes de tudo, vale reconhecer um ponto importante. A trilogia clássica de Resident Evil só voltou ao PC moderno graças ao trabalho de preservação realizado pela GOG. Esses ports já garantiam compatibilidade com Windows 10 e 11, além de pequenos ajustes técnicos.

No final das contas, a versão da Steam reaproveitaria essa base. Portanto, os jogos trazem melhorias discretas, como ajustes de renderização, vídeos mais estáveis e suporte a controles. Além disso, o preço ajudou a animar.

Cada título chegou custando apenas R$28,50 durante a promoção inicial que vai até dia 15 de abril de 2026.

Por outro lado, essa reutilização também levanta uma questão relevante. Afinal, se o trabalho pesado já estava feito, por que o lançamento não veio mais caprichado?

DRM e outras decisões estranhas

Trilogia Clássica de Resident Evil tem DRM na Steam
Trilogia Clássica de Resident Evil tem DRM na Steam

Aqui começa a parte que realmente inflamou a comunidade. A trilogia clássica de Resident Evil na Steam utiliza a infame DRM Enigma. E, sinceramente, essa decisão parece desconectada da realidade.

Veja bem, estamos falando de jogos de praticamente trinta anos atrás. Eles já circulam livremente graças a GOG sem qualquer DRM. Então, qual é o objetivo de proteger algo que o público compra por nostalgia e não por ser inovador ou absurdamente caro?

Além disso, os problemas não param por aí. O pacote chegou sem suporte a conquistas, sem suporte ao Steam Cloud e sem compatibilidade com o Steam Deck. Para piorar, não existe sequer uma opção nativa para sair do jogo.

Outro ponto que incomoda é a ausência de localização em português do Brasil. Considerando o tamanho da comunidade brasileira, essa falta soa como preguiça ou desleixo. Enquanto isso, os controles padrão são bem ruinzinhos e exigem remapeamento.

E tem mais. Os requisitos de sistema chamam atenção de forma negativa. A recomendação de uma GTX 1660 ou uma RX 5600XT parece completamente fora de escala. Ironicamente, isso coloca esses clássicos como mais “pesados” que Resident Evil 2 Remake.

Faz sentido?? Sim, para rodar a DRM, não os jogos.

Nostalgia vence, mas não apaga os problemas

Mesmo com todos esses vacilos, existe algo que sustenta esse lançamento. A força da nostalgia. A trilogia clássica de Resident Evil continua atemporal. O design de tensão, as câmeras fixas, a trilha sonora dramática e o ritmo mais lento ainda funcionam.

Além disso, revisitar esses jogos hoje tem um valor quase histórico. Eles ajudaram a moldar o survival horror moderno. Portanto, é difícil ignorar completamente esse relançamento.

No entanto, fica a sensação de mais uma oportunidade desperdiçada. Com um pouco mais de cuidado, esse poderia ser um relançamento definitivo. Em vez disso, ele chega como um um port básico e funcional, mas longe do ideal que esses clássicos merecem.

No fim das contas, a trilogia clássica Resident Evil prova algo curioso. Mesmo quando a Capcom pisa na bola, o legado desses jogos ainda fala mais alto. E talvez seja exatamente isso que mantém essa franquia viva até hoje.

Porém, um simples update resolveria muito descontentamento. Basta querer…

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