Superman
Superman/Teaser - Imagem: Warner Bros. Pictures

No filme Superman (2025), Clark Kent/Superman evita a invasão de Jarhanpur pela nação de Boravia, advertindo o presidente Vasil Ghurkos sobre as repercussões de suas ações. Retornando a Metrópolis, ele enfrenta sua primeira derrota contra um meta-humano conhecido como “Martelo de Boravia” e procura abrigo na Fortaleza da Solidão, acompanhado de Krypto, seu cão com superpoderes. 

Angela Spica, a Engenheira e aliada de Lex Luthor, vem em seguida. Os robôs de Superman utilizam radiação solar concentrada para curá-lo, enviando-lhe a primeira parte de uma mensagem de seus pais biológicos, Jor-El e Lara Lor-Van. Depois de voltar a Metrópolis, Superman se depara novamente com Martelo, que se revela como Ultraman, um clone de Clark criado por Luthor.

Superman dá uma entrevista a Lois Lane, o que gera discussões sobre a moralidade de suas ações em Boravia. Luthor solta um kaiju na cidade como uma distração, invade a Fortaleza e captura Krypto, utilizando a Engenheira para reverter a mensagem kryptoniana. Durante a batalha, a Gangue da Justiça, formada por Lanterna Verde, Senhor Incrível e Mulher-Gavião, auxilia no combate aos monstros, porém, eles entram em divergências. Ao desvendar a segunda parte da mensagem, que incita a conquista da Terra.

Depois de ser preso em um universo de bolso criado por Luthor, ele recebe ajuda de Metamorfo, Krypto e Lois. Juntos, eles libertam civis e aliados capturados. Em Metrópolis, Luthor abre uma fenda na realidade, mas Superman e a Gangue da Justiça consegue fechá-la ao derrotar Ultraman e o Engenheiro. 

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Ao final, Lois e Jimmy Olsen revelam os crimes de Luthor, inocentando Superman, que se reconcilia com Lois. A trama conclui com Superman em processo de recuperação na Fortaleza da Solidão, ao passo que sua prima Kara Zor-El vem buscar Krypto, e os robôs relembram momentos de sua infância na Terra.

Direção de Superman

James Gunn é um dos diretores mais conceituados da atualidade, e esteve à frente de diversos sucessos. Por exemplo, trilogias como “Guardiões da Galáxia”, e “O Esquadrão Suicida”. Em resumo, James Gunn possui uma identidade criativa caracterizada por humor ácido, personagens peculiares, diálogos irreverentes e uma combinação de leveza com emoção autêntica. Ele geralmente aborda anti-heróis, investiga dinâmicas de grupo e permite que personagens secundários se destaquem. 

Em “Superman”, vemos toda essa personalidade do diretor, totalmente projetada. O grupo intitulado “Gangue da Justiça”, usado como catalisador entre humanidade e heroísmo, também serve como alívio cômico. Podemos ver essa mesma dinâmica especificamente em “O Esquadrão Suicida”. 

O Roteiro é cheio de alusões inteligentes e divertidas sobre a nossa realidade. Por exemplo, quando Superman se entrega, e é levado por Luthor até o cãozinho Cripto, nessa cena vários macaquinhos criados pelo vilão para disseminar discurso de ódio contra o heroi, são mostrados. 

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Além disso tudo, o filme é rico em cores e realismo, um exemplo disso é a energia do anel de Guy. Normalmente vemos os poderes do lanterna ver em cenários muito iluminados, a energia do anel se materializa se tornando algo parecido com rochas translúcidas. Todo o efeito que compõe a energia verde interagem bem com o cenário e a iluminação.

Dessa forma, “Superman” não só confirma a potência criativa de James Gunn, mas também define um novo padrão para o gênero, harmonizando espetáculo visual, crítica social e emoção em uma narrativa que agrada tanto os fãs de longa data quanto os novos espectadores.

Comparação com outras adaptações

Houve diversas tentativas de adaptar Superman para o cinema. Porém, por motivos técnicos, comerciais, ou conceituais, sempre houve troca de direção, de protagonista, ou inconsistência nas visão dos fãs. Algumas dessas versões incluem:

Superman de Richard Donner (1978): Essa versão apresentou uma perspectiva clássica e idealizada do herói, enfatizando sua bondade, pureza moral e uma aura quase mítica. O filme, estrelado por Christopher Reeve, conseguiu equilibrar aventura, romance e humor leve, estabelecendo o arquétipo definitivo do Superman no cinema por várias décadas.

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Superman: O Retorno (2006, Bryan Singer): tentou recuperar o sentimento nostálgico dos filmes de Donner, porém com uma atmosfera mais melancólica. Nesta versão, o Superman é apresentado como um herói solitário e introspectivo, que se sente deslocado, com ênfase maior no drama e nas relações pessoais do que na ação.

O Homem de Aço (2013, Zack Snyder): Essa versão, trouxe um Superman mais sombrio e realista, abordando sua natureza alienígena e os conflitos relacionados à sua aceitação pela humanidade. Com batalhas grandiosas e uma estética épica, o filme gerou opiniões divergentes ao apresentar um herói mais rígido e distante, em contraste com versões anteriores mais idealistas.

Atualmente, boa parte do grande público aponta que de todas as versões do Superman, mostradas no cinema, a de 2025 dirigida por James Gunn se mostrou a mais fiel aos quadrinhos. Particularmente isso é bem relativo, de fato,  o que não dá para negar é que a identidade visual do cineasta combinou muito bem com o universo do heroi.

Crítica

“Superman” teve uma recepção extremamente positiva com relação ao público. Nos primeiros dias de estreia o filme alcançou 90% de aprovação no Rotten Tomatoes em uma escala de mais de 25 mil votos. Além disso, no IMDB, o filme obteve 7.3/10 estrelas. Muitos elementos foram elogiados nessa adaptação, e algumas delas foram o tom irreverente que alguns personagens deram. Guy Gardner, o lanterna verde roubou a atenção nesse filme. Nesse sentido, vale ressaltar que boa parte do apelo do personagem se deve a atuação do carismático Nathan Fillion.

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Além disso, o filme inclui diversos temas atuais como conflitos geopolíticos e manipulação de narrativa. A sintonia entre os atores também recebeu muitos elogios. As interações marcantes com outros heróis complementam o protagonismo de Superman, o que reforça a noção de que o estúdio está criando um universo mais coeso e atraente. Assim, a produção não só conquistou o público, mas também despertou o interesse no futuro das histórias da DC no cinema.

Easter Eggs de Superman

Uma das coisas que tornam essa adaptação especial, é o fato de James Gunn ter resgatado vários elementos clássicos das HQs. Por exemplo, os robôs do Superman, apareceram pela primeira vez na revista  “World’s Finest Comics”, volume #42. Depois de um tempo, a aparição desses robôs se mostraram cada vez menos. Superman (2025), tem diversos easter eggs, e alguns deles incluem:

Símbolo clássico: Nesse filme, vemos que o símbolo do uniforme de Clark não é um “S” evidente e bem definido. Essa versão é bem mais semelhante com a versão da minissérie em quadrinhos, “Superman: O Reino do Amanhã”.

Reeves, o nome eterno: Há uma lugar em metropolis chamada de Reeves Avenue. Esse nome é uma referência a uma das primeiras adaptações do Superman, lançadas no cinema e interpretada por George Reeves

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Origem clássica (1964, Justice League of America #29): Ultraman era a contraparte maligna do Superman, líder do Sindicato do Crime da Terra-3 (um universo paralelo onde todos os heróis da Liga têm versões malignas), ou seja ele é o Superman de um universo alternativo. No filme, o vilão é um clone “sem cérebro”, de Clark, feito por Luthor.

Superman #30 (1944): Os “5th Dimensional Imps” originam-se das histórias em quadrinhos do Superman, sendo criaturas da 5ª Dimensão com habilidades quase sem limites, notórias por personagens como Mister Mxyzptlk. Em Superman (2025), foram retratados como uma criatura enorme e brilhante, em uma luta contra a Gangue da Justiça.

Ao recuperar elementos emblemáticos e interpretá-los de uma nova perspectiva, o diretor não só demonstra respeito pelo legado do Superman, como também mostra competência em atualizá-lo para o público atual. Assim, a obra não só reafirma a essência que formou o universo do herói ao longo das décadas, como também abre espaço para novas possibilidades dentro do DCU.

Orçamento e bilheteria de Superman

O orçamento de Superman (2025) está estimado em US$ 225 milhões, custo bem próximo a versão de Zack Snyder (Homem de Aço). Grandes produções como essa, que já tem uma marca consolidada normalmente precisam exceder US$500 milhões nas bilheterias para não ser considerada um Flop. Posto isso, o filme foi lançado mundialmente entre 9 e 10 de julho. De acordo com a Box Office Mojo, Superman (2025) arrecadou cerca de US$ 606 milhões, até o momento.

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Assim, Superman conseguiu deixar a chamada “zona de perigo” e consolidou sua posição como um dos maiores sucessos comerciais da DC em 2025. Até agora, essa adaptação se tornou a quinta maior bilheteria do ano, ficando atrás apenas de filmes como Ne Zha 2, Lilo & Stitch, Minecraft, Jurassic World: O Recomeço e o live-action de Como Treinar o Seu Dragão. O desempenho não só mostra o apelo duradouro do personagem, mas também a eficácia da estratégia de James Gunn, que conseguiu equilibrar ação, humor e emoção para atrair tanto o público antigo quanto os novos espectadores.

Trilha sonora de Superman

O álbum de Superman foi composto por John Murphy e David Fleming. Fleming é conhecido por suas colaborações com compositores renomados como Hans Zimmer e Gustavo Santaolalla. Fleming co-compôs a trilha sonora da série The Last of Us (2023) com Santaolalla. John Murphy é um compositor britânico autodidata, conhecido por sua habilidade em criar atmosferas intensas e emocionais. Ele ganhou destaque com a trilha sonora de 28 Days Later (2002), cuja peça “In the House – In a Heartbeat” se tornou icônica.

A dupla resgatou temas clássicos de Superman como “Superman March”. Em outras palavras, os músicos usaram como inspiração, composições de John Williams. Por exemplo, “Last Son” é uma faixa profunda, com um ritmo bem lento. Last Son foi baseada na icônica faixa criada por John Williams, “Superman March”. Em geral, as músicas nesse filme são muito empolgantes e despertam nostalgia e autenticidade.

Conclusão

Aquaman 2” marcou o fim de uma era, marcou o fim do DCU de Zack Snyder. Nesse sentido, “Superman” também marca a nova era de filmes dirigida por James Gunn, e o cineasta começou muito bem. Ademais, o êxito de Superman (2025) abre caminhos promissores para as próximas produções do novo DCU. Séries já anunciadas, como Lanterna Verde e The Authority, devem ampliar o universo de maneira coesa, ao passo que filmes como Supergirl.

Além disso, existe uma série em produção no novo DCU intitulada Paradise Lost, que pretende investigar as origens das Amazonas com uma abordagem madura e política, sendo comparada por James Gunn a Game of Thrones. Ambientada na ilha de Themyscira antes do nascimento de Diana Prince, a série tratará de intrigas políticas e conflitos de poder. Por fim, “Superman” (2025) reforça ainda mais as perspectivas positivas sobre o futuro do DCU. Até a próxima!

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