Layers of Fear 3 foi anunciado e, para a Bloober Team, isso não é só mais uma sequencia. O projeto representa o retorno ao jogo que revelou o estúdio para muita gente que curte terror psicológico.
O anúncio veio acompanhado de um trailer em live-action e de um evento batizado de “The Sick Rose”, que brinca com a estética da série e com o clima de casa assombrada.
Ao que tudo indica a Bloober Team quer recolocar a franquia no centro do desenvolvimento, agora com a experiência e maturidade de quem chegou ao grande público por causa de Silent Hill 2 Remake.
Até aqui, o estúdio confirma que Layers of Fear 3 é um terceiro jogo principal da linha central. Ao mesmo tempo, ele ainda segura informações que o fã sempre pergunta logo de cara: data, plataformas e gameplay de verdade.
Em outras palavras, a revelação entrega atmosfera e intenção, mas deixa o resto para depois. Mas, existe outro ponto ainda mais importante na expetativa…
A Bloober Team em nova fase
Na última década, a Bloober Team virou sinônimo moderno de terror psicológico. O estúdio emplacou Layers of Fear, Observer, Blair Witch e The Medium com uma receita bem especifica de medo por narrativa e ambientação, não por tiroteio ou perseguição infinita.
Por isso, muita gente rotulou os jogos do estúdio como “walking simulators”. Por outro lado, a Bloober Team nunca pareceu incomodada com o rótulo. Pelo contrário, o estúdio sempre tratou história, direção de arte e trilha sonora como “a grande coisa” dos seus jogos.
Sendo assim, a jogabilidade ficou sempre em segundo plano. O jogador anda, observa, encontra pistas e aciona gatilhos para novos eventos em cena. Quase como um passeio no parque (de horrores).
Só que esse modelo tem um prazo de validade. Ele funciona bem enquanto a tensão cresce com ritmo e surpresas. Porém, quando o jogador percebe o padrão da formula, a experiência pode virar um tour guiado por corredores bonitos.
O ponto de inflexão
Agora, a visão do estúdio parece ter mudado. Em entrevistas, dos fundadores da Bloober já sinalizaram que queriam fazer jogos maiores, para o grande público e com mais mecanicas de gameplay. Além disso, a parceria com a Konami e o trabalho em Silent Hill 2 Remake colocaram o estúdio sob um ritmo diferente. Afinal, quando você tem contato tão profundo com um clássico, você aprende rápido o valor de sistemas, combate, recursos e risco real.
Essa “contaminação” parece ter virado uma chavinha interna. O estúdio passou a falar abertamente em foco mais “grande público”, com mecânicas mais profundas e variedade de ações, mas sem abandonar a essencia do estúdio. Em outras palavras: menos passeio, mais tiro porrada e bomba.
Por isso, fica difícil olhar para Layers of Fear 3 e esperar “mais do mesmo”. O anúncio ainda não colocou nada de gameplay na mesa, então a gente precisa segurar o hype.
Mesmo assim, a direção geral aponta para uma franquia que quer manter o charme da ambientação, mas com um corpo de jogo mais robusto. Se a Bloober acertar o equilíbrio sem perder a identidade, ela pode transformar um legado de um jogo indie em um jogo AAA de sucesso que também se sustenta em relevância por mais uma década.














