Resident Evil Requiem sofre contradição: campanha “padrão” de 10-12h ou algo no nível de RE4 Remake? Diretor e Produtor divergem.
Resident Evil Requiem ainda nem lançou e já se tornou alvo de uma polêmica familiar para fãs da franquia: afinal, qual será a real duração da campanha?
As informações divulgadas até agora não só entram em conflito como reacendem um debate antigo sobre expectativa, marketing e o quanto a Capcom confia na paciência do jogador.
Para quem não se lembra, em 2025, o produtor Masato Kumazawa, em entrevista para o EveryEye, afirmou que a equipe mirava uma experiência com duração semelhante à de Resident Evil 4 Remake. A comparação chama atenção, porque o remake figura entre os jogos mais longos da franquia, passando facilmente das 16 horas apenas na história principal.
Naturalmente, muita gente entendeu isso como sinal de um escopo maior do que o padrão.
Por outro lado, o diretor Koshi Nakanishi, na mesma entrevistas, tratou de contradizer a informação. Segundo ele, o plano sempre foi manter Resident Evil Requiem dentro do tempo típico da franquia Resident Evil, algo entre 10 e 12 horas de gameplay. Ou seja, um jogo consideravelmente menor do que o RE4 Remake.
A pergunta que fica é: quem está certo?
Não seria a primeira informação conflitante
Geralmente, a inconsistência na comunicação abre espaço para especulação e deixa a comunidade dividida entre frustração e pé-atrás.
Em Requiem, esse inconsistência não se limita à informação de duração. O marketing em torno do jogo segue um padrão de revelações em conta-gotas que muitas vezes mais confunde do que empolga.
Durante o Capcom Spotlight transmitido em 26 de junho de 2025, Nakanishi descreveu o projeto como “medo viciante” e explicou a criação da Grace como essencial para um terror genuíno, já que ninguém gostaria de ver Leon se assustando com facilidade.
Contudo, algum tempo depois, vazamentos indicaram que Leon teria participação significativa no jogo.
Recentemente, abrindo o Resident Evil showcase de 15 de Janeiro de 2026, o mesmo diretor aparece dizendo – em tom cômico – “eu nunca disse que ele não iria aparecer…”. Esse tipo de revisão de discurso tenta criar hype artificial e passa a sensação de que o público gamer virou peteca de campanha publicitária.
Para quem esperava terror puro, levou um banho de água fria depois de ver Leon descendo a motosserra em zumbi.
Duas campanhas, uma expectativa maior
A proposta de Resident Evil Requiem, agora como todo mundo sabe, inclui dois personagens com campanhas paralelas, algo que naturalmente leva o público a esperar uma bem mais longa ou, pelo menos, mais maior que a média.
Entretanto, a Capcom parece apostar menos em quantidade e mais em densidade narrativa e mecânica. A alternância entre estilos dos protagonistas – terror puro com Grace e massacre com Leon – pode sustentar o ritmo sem inflar o relógio.
Mas, o que realmente importa? Historicamente, Resident Evil nunca foi um daqueles jogos de zerar uma vez e esquecer. A franquia construiu sua reputação no fator replay, em rotas alternativas, rankings e decisões que reduzem o tempo da speedrun.
Então, se Resident Evil Requiem entregar um loop forte de replay, 10 horas de campanha podem facilmente virar 100 horas de gameplay. E, no fim das contas, a duração da campanha vira detalhe.
O que decide tudo é se o jogo dá motivos reais pra gente querer jogar de novo, e não apenas mais um jogo AAA que dê pra “zerar pelou youtube” – Se é que você me entende…
Resident Evil Requiem será lançado em 27 de fevereiro, para PS5, XBOX Series e PC.
E aí, já fez a pré-order ou as mudanças de discurso esfriou o hype? Deixe sua opinião aqui nos comentários e não esqueça de compartilhar com seus amigos.


















