Steam Machine tem preço revelado e assusta gamers com valor acima de US$ 1.000, reservas limitadas e fila aleatória.
Uma Steam Machine a partir de US$ 1.049 é o tipo de notícia que faz a comunidade se indignar. Depois de meses de especulações de valores na casa dos US$ 750, a Valve revelou um preço ainda maior para o novo PC compacto de sala. E, sinceramente, a pergunta é inevitável: isso ainda faz sentido para o gamer comum?

A versão com SSD NVMe de 512 GB chega por US$ 1.049. Se estivesse disponível no Brasil, sairia por cerca de cerca de R$ 5.403,82 em conversão direta, sem contar os impostos cavalares. Além disso, o bundle com Steam Controller sobe para US$ 1.128.

Já a edição com SSD NVMe de 2 TB custa US$ 1.349, enquanto o pacote completo com Steam Controler alcança US$ 1.428.
O espanto não vem só dos preços insanos
Sendo justo, a Steam Machine não é exatamente um console tradicional. A Valve posiciona o aparelho como um PC gamer compacto, baseado em SteamOS 3, capaz de levar a biblioteca da Steam para a TV da sala sem precisar de um gabinete enorme.
Ainda assim, o preço pesa no bolso. Por mais que a proposta seja diferente de PlayStation 5 e Xbox Series X, US$ 1.049 posiciona o produto numa situação complicada. Nesse ponto, o consumidor compara console, PC montado, notebook gamer e até upgrade futuro.
A Valve também abriu reservas pelo Steam com fila aleatória até 25 de junho. Segundo a empresa, a medida tenta reduzir bots e cambistas. Porém, ela também expõe a disponibilidade limitada. A crise global de memória e armazenamento atingiu a produção, e a espera pode incomodar mais que no auge da busca por PS5 e Xbox.
Especificações do novo Steam Machine
Processador (CPU)
AMD semipersonalizado com arquitetura Zen 4
6 núcleos e 12 threads
Frequência de até 4,8 GHz
TDP de 30 W
Processador gráfico (GPU)
AMD semipersonalizado com arquitetura RDNA 3
28 unidades computacionais
Frequência de até 2,45 GHz
TDP de 110 W
Memórias
16 GB de RAM DDR5
8 GB de VRAM GDDR6
Armazenamento
SSD NVMe de 512 GB ou SSD NVMe de 2 TB
Entrada para cartão microSD de alta velocidade em ambas as versões
Conectividade
Wi-Fi 6E 2x2
Bluetooth 5.3
Adaptador sem fio de 2,4 GHz integrado para Steam Controller
Porta Gigabit Ethernet
Portas
2x USB-A 3.2 Gen 1 frontais
2x USB-A 2.0 traseiras
1x USB-C 3.2 Gen 2 traseira
DisplayPort 1.4 com suporte para até 4K a 240 Hz ou 8K a 60 Hz
HDMI 2.0 com suporte para até 4K a 120 Hz
Recursos adicionais
Compatibilidade com HDR
AMD FreeSync
Daisy-chain via DisplayPort
CEC via HDMI
Barra com 17 LEDs RGB endereçáveis individualmente
Sistema operacional
SteamOS 3 baseado em Arch Linux
Ambiente gráfico KDE Plasma
Dimensões e peso
156 x 152 x 162,4 mm
148 mm de altura sem a base
Peso de 2,6 kg
Sem possibilidade de upgrade
Vale comentar um ponto importante: a nova Steam Machine não permite upgrade nos principais componentes de desempenho. CPU e GPU ficam soldados à placa-mãe, justamente porque estamos falando de um mini PC altamente compacto, pensado para ocupar pouco espaço na sala e manter o resfriamento sob controle.
Isso naturalmente levanta uma preocupação incômoda sobre obsolescência programada. Afinal, se a proposta é vender liberdade de PC, mas sem a possibilidade de trocar processador ou placa de vídeo, onde exatamente termina o conforto e começa a limitação?
Ainda assim, a Steam Machine segue sendo um projeto convicto. No entanto, a Valve precisa provar que o formato compacto, o SteamOS e o acesso simples à biblioteca do PC justificam essa facada. O produto mira um público muito específico que quer transformar a sala em um espaço de PC gamer sem lidar com gabinete, cabos, Windows 11, drivers e improvisos.
O problema é que essa conveniência chegou em um momento complicado da economia mundial e com preço de Iphone.
Talvez a crise dos componentes explique parte da pancada. Porém, no fim, a Valve agora precisa convencer esse nicho de que liberdade, praticidade e Steam na TV valem mais do que montar um PC tradicional ou comprar um console de mesa.
O Steam Machine quer ser o PC gamer da sala. Resta saber se o público vai enxergar isso como futuro – ou apenas como uma ideia brilhante cara demais para caber na conjuntura atual.
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