Mick Gordon finalmente levará a trilha de Doom ao palco com o peso que os fãs sempre imaginaram. O compositor foi anunciado como a primeira atração principal do RADAR Festival 2027, em Manchester. Além disso, ele apresentará suas composições com banda completa, orquestra e a famosa Doom Machine.
O festival acontecerá entre 30 de julho e 1º de agosto de 2027. Segundo a organização, não será um set de DJ nem uma banda tributo. Pelo contrário, Gordon levará ao palco a música original de Doom em uma produção criada para reproduzir a brutalidade sonora dos jogos.
Um estilo chamado DOOM METAL
Lançada em 2016, a trilha de Doom redefiniu a relação entre heavy metal e videogames. Mick Gordon misturou guitarras de sete, oito e até NOVE cordas, sintetizadores soviéticos, equipamentos analógicos distorcidos, ruídos eletrônicos e graves capazes de estremecer qualquer subwoofer.
O resultado não é apenas um preenchimento sonoro. A música reage ao combate e parece grudada nos disparos, nos movimentos e nas finalizações do Doom Slayer. Por isso, faixas como “Rip & Tear” e “BFG Division” escaparam do jogo e conquistaram ouvintes de metal que talvez nunca tenham pisado em Marte.
Gordon já apresentou parte desse repertório em ocasiões especiais, incluindo um medley no The Game Awards de 2016. Entretanto, o show do RADAR será a primeira montagem completa comandada pelo próprio compositor.
A Doom Machine, um instrumento personalizado usado na criação daqueles timbres industriais, também fará parte da apresentação.
Doom Eternal, lançado em março de 2020, ampliou esse legado com “The Only Thing They Fear Is You”. Porém, a pandemia interrompeu qualquer oportunidade imediata de transformar o lançamento em espetáculo a parte.
Para Gordon, a sobrevivência dessas músicas mostrou que o momento não desapareceu. Ele apenas ficou esperando a hora certa para rugir de novo.
Rip and Tear ao vivo!

A escolha do RADAR Festival não parece casual. O evento britânico aproxima bandas de metal progressivo, músicos experimentais e uma audiência fortemente ligada aos games. Portanto, oferece o terreno perfeito para transformar uma trilha interativa em um verdadeiro concerto de alto nível.
Além disso, Mick Gordon espera que o espetáculo mostre às desenvolvedoras e distribuidoras o potencial da música de videogame fora das telas.
Essa ambição torna a apresentação mais interessante do que uma simples celebração nostálgica. Afinal, a trilha de Doom não é marcante apenas porque soa pesada. Ela funciona porque conversa diretamente com a ação:
“Estripar e lacerar até o fim.”
Se der certo, o projeto pode abrir espaço para outras trilhas receberem produções igualmente cuidadosas. Jogos não criam apenas temas reconhecíveis. Eles também constroem experiências musicais inteiras, que merecem sobreviver longe do controle, do teclado e da tela.
Os ingressos antecipados começarão a ser vendidos em 7 de agosto pelo site do RADAR Festival. Ainda faltam muitos meses para o show, mas Manchester já tem encontro marcado com o inferno.
SE LIGA NISSO AQUI:
A Evolução das Trilhas Sonoras nos Videogames
To the Wilder: Como Woodkid Transformou a trilha sonora de Death Stranding 2
Mundo dos Games em 2016: Relembre 10 fatos que mudaram a indústria
















