Em 1988, Coming to America ou Um Príncipe em Nova York chegava aos cinemas para mudar a imagem da África estereotipada que se tinha em Hollywood, trazendo belíssimos figurinos e nos apresentando uma sociedade prospera chamada Zamunda.

Poucos sabem, mas foi neste filme que Eddie Murphy iniciou sua tradição de interpretar vários personagens em uma mesma produção. O longa também carrega o legado de ser uma das primeiras produções com um elenco inteiramente negro a se tornar um grande sucesso ao redor do mundo.

Três décadas depois, o título está de volta, mas dessa vez diretamente no catálogo do Amazon Prime Video, apostando novamente no humor inofensivo, porém, repleto de representatividade.

O filme nos transporta nostalgicamente para as comédias dos anos 80 e 90 que contavam com enredos simples e marcantes. É um alívio poder dizer que Um Príncipe em Nova York 2 soube seguir os passos e investir nos pontos altos do primeiro filme.

Um Príncipe em Nova York
Imagem: Um Príncipe em Nova York/ Reprodução

O roteiro acerta ao trazer os bons personagens de volta e recriar alguns momentos clássicos, estabelecendo uma história que remete ao original, sem torna-lo cansativo ou mesmo desinteressante.

É bom ressaltar que não estamos falando aqui de nenhuma obra prima do cinema, mas sim de um filme que consegue reunir elementos que nos levam de volta aos bons tempos de “Sessão da Tarde”.

Um Príncipe em Nova York 2 também consegue aproveitar muito bem sua temática para elevar ainda mais o nível da direção de arte e também a qualidade dos figurinos, que por sinal já eram incríveis no primeiro longa.

Além disso, a sequência dá mais espaço para o desenvolvimento e a centralização das personagens femininas. Um exemplo disso é a relevância que a Rainha Lisa tem para os acontecimentos e também a presença emblemática das filhas do Rei Akeem Joffer.

A importância de Um Príncipe em Nova York para a cultura pop

Um Príncipe em Nova York foi dirigido por John Landis com roteiro escrito por David Sheffield e Barry W. Blaustein, sendo baseado em uma história criada originalmente por Eddie Murphy, que também atuou no papel principal.

O longa foi lançado em junho de 1988 e nos conta a história do príncipe Akeem Joffer, herdeiro da nação africana de Zamunda, que viaja para os Estados Unidos na esperança de encontrar uma mulher que lhe desperte o amor verdadeiro.

Ele consegue trabalho em uma lanchonete chamada McDowell’s e acaba se se apaixonando por Lisa, a filha de seu chefe. Porém, esse romance não será tão fácil de acontecer, pois os costumes de sua terra natal, exigem que ele se case em uma cerimônia arranjada por seu pai.

O filme tem algumas participações especiais, incluindo uma aparição de Samuel L. Jackson que faz o papel de um assaltante tentando roubar a lanchonete McDowell’s.

Vemos ainda, a primeira ponta de Cuba Gooding Jr., que interpreta um figurante na barbearia e também os atores Don Ameche e Ralph Bellamy reprisando seus papéis em Trocando as Bolas- 1983, também protagonizado por Eddie Murphy.

Um Príncipe em Nova York se tornou um grande sucesso comercial e uma das mais importantes comédias da época, com orçamento de US$ 36 milhões e um faturamento de US$288 milhões em todo o mundo, sendo a maior produção da Paramont Pictures naquele ano.

O longa foi indicado ao Oscar de 1989 nas categorias Melhor Figurino para Deborah Nadoolman Landis e Melhor Maquiagem para Rick Baker, que projetou os designs de maquiagem para os personagens coadjuvantes interpretados por Eddie Murphy e Arsenio Hall.

Um Príncipe em Nova York
Um Príncipe em Nova York/ Reprodução

As atuações múltiplas de Eddie Murphy são um show aparte e acabaram se tornando uma marca registrada em vários filmes ao longo sua carreira. É impressionante ver como o ator consegue imprimir a dinâmica entre seus personagens em uma mesma cena.

Dentre seus muitos trabalhos, Um Príncipe em Nova York com certeza está entre os mais emblemáticos e faz parte de uma leva de filmes que ficou marcada no coração e na memória de toda uma geração.

Um Príncipe em Nova York 2

Trinta anos depois de sua visita à Nova York, o agora Rei Akeem Joffer, pai de três meninas e ainda casado com Lisa, descobre ter um filho bastardo que foi deixado para trás na América.

Ele então, decide que deve voltar aos Estados Unidos junto com seu amigo Semmi, para encontrar sua prole. O herdeiro deve ser submetido rapidamente aos testes principescos, provando que é digno de ocupar o trono de Zamunda.

Voltando ao bairro do Queens, a dupla relembra alguns dos momentos clássicos do primeiro filme ao procurar o jovem Lavelle. Cenas que marcaram a produção de 1988 são recriadas, mantendo os mesmos personagens interpretados por Eddie Murphy e Arsenio Hall na época.

O objetivo principal da viagem é trazer o herdeiro recém descoberto para Zamunda e fazer com que ele se case com a filha do General Izzi. Dessa maneira, o príncipe unirá os dois povos e amenizará o fardo de Akeem ter fugido para não se casar com a irmã do general.

Porém, Lavelle é um rapaz que cresceu no Queens, tendo que se virar sem uma figura paterna e não vai ser nada fácil para ele, se acostumar com os estranhos costumes da realeza de Zamunda.

Como se já não fosse o bastante, ele ainda terá que conquistar a confiança de suas irmãs, além de lidar com as complicações ao assumir que deseja se casar outra mulher.

Produção e elenco do filme

Um Príncipe em Nova York 2 é dirigido por Craig Brewere e tem seu roteiro assinado por Kenya Barris, Barry W. Blaustein e David Sheffield, baseado em uma história escrita por Blaustein, Sheffield e Justin Kanew, com personagens criados por Eddie Murphy.

O filme é uma sequência direta do longa de 1988 e inicialmente seria lançado nos cinemas pela Paramount Pictures. Porém, seus direitos de distribuição foram vendidos para o Amazon Studios devido à pandemia do Covid-19.

O estúdio lançou o longa na plataforma de streaming Prime Video em 5 de março de 2021, exceto por alguns países onde a Paramount fará o lançamento diretamente nos cinemas.

Além de reprisar seu papel como Akeem Joffer, Eddie Murphy também volta a interpretar Randy Watson, um cantor de soul da banda fictícia Sexual Chocolate, bem como Clarence, o barbeiro local e Saul, um cliente judeu da barbearia.

Arsenio Hall também retorna como Semmi, o melhor amigo e assessor de Akeem, além de reviver o reverendo Brown, um pastor da igreja, assim como o barbeiro Morris.

O elenco do filme é um show à parte, com presenças marcantes, como é o caso de Tracy Morgan que faz o tio de Lavelle e Leslie Jones que interpreta a mãe do herdeiro de Zamunda.

Um Príncipe em Nova York
Imagem: Um Príncipe em Nova York/ Reprodução

Um Príncipe em Nova York 2 aproveita seu contexto para reunir grandes nomes em uma celebração da cultura afro-americana em uma festa cheia de musicais, com direito a participação de Salt-N-PepaGladys Knight, além de nomes da atualidade como Teyana Taylor que interpreta a filha do General Izzi.

O longa ainda conta com os atores Jermaine Fowler como Lavelle, o filho de Akeem, Leslie Jones como mãe de Lavelle, KiKi Layne como a Princesa Meeka Joffer, Rotimi como Pretty Iddi, o filho do General Izzi e Shari Headley como a Rainha Lisa Joffer.

Como se não fosse o bastante, ainda temos as participações de atores consagrados como Wesley Snipes que interpreta o General Izzi, o retorno de James Earl Jones como o Rei Jaffe Joffer e de John Amos como Cleo McDowell e por último, mas não menos importante, a “lenda” Morgan Freeman.

Considerações sobre Um Príncipe em Nova York 2

É muito difícil manter a relevância de uma obra depois de tantos anos, ainda mais quando se fala sobre uma comédia tão clássica quanto Um Príncipe em Nova York de 1988.

A continuação erra em algumas escolhas, mas consegue manter o interesse do público, até mesmo pelo carisma dos atores e da grande quantidade de participações especiais que carregam a trama nas costas.

Um dos pontos fracos a se destacar, é o modo repentino como as cenas do original são colocadas sem necessidade em determinados momentos. A ideia é justificável, uma vez que existe a necessidade de apresentar a história do primeiro filme para quem não a conhece.

A decisão de cortar as falas mais escrachadas que eram presentes e faziam parte da essência do primeiro longa, decepciona em partes, mas também se explica pelo fato de existir a clara intenção do estúdio, em alcançar um público mais familiar.

Por outro lado, o filme de Craig Brewer merece ter seu reconhecimento, pois o enredo consegue se manter carismático e leve desde o começo até o fim, sem perder o foco da narrativa.

É muito difícil honrar o legado de uma obra tão importante como Um Príncipe em Nova York e ainda conseguir levar a história para frente do modo que a sequência o fez. Portanto, dentro do que se esperava do filme nos dias atuais, ainda podemos dizer que o saldo foi positivo.

Mantemos a esperança de que novos filmes sejam produzidos a partir desta história que ainda tem muito potencial para ser explorada, tanto por introduzir novos personagens, como por manter a nostalgia em uma fase do cinema que adora revisitar os sucessos do passado.

Um princípe em Nova York está disponível no catálogo de filmes do Amazon Prime Video. Confira o trailer abaixo:

E aí aficcionados, depois de todas as informações sobre Um princípe em Nova York, qual seu “HYPE” para assistir à continuação da história do príncipe Akeem Joffer?

Então não marque bobeira!!!

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