Sony está cutucando a base do PlayStation 4 com uma mensagem direta: “é hora” de pensar em um PS5. Nos últimos dias, jogadores relataram um aviso no próprio sistema do PS4, no menu de notificações “From PlayStation”. Ele aponta ofertas do console e reforça que parte do line-up de 2026 não vai mais sair para a geração passada.
Para quem já está no PS5, no Xbox Series ou joga só no PC, isso pode ter passado batido. Mas, o detalhe não é a mensagem direcionada, e sim o timing: a Sony raramente dá esse empurrão de forma tão incisiva.
A leitura é simples: a empresa quer acelerar a transição de uma parcela de usuários que ainda joga em um hardware de 2013.
PlayStation Is Sending From PlayStation Message To PlayStation 4 Users To Upgrade To PlayStation 5!#PlayStation4 #PS4 #PlayStation5 #PS5 pic.twitter.com/GsRb94IiAE
Por que tanta gente continua fiel ao PS4?
Diferente de transições anteriores, a ponte do PS4 para o PS5 ficou estendida por muito mais tempo. Primeiro, o PS5 estreou em novembro de 2020 em um período de escassez e alta de preços. Depois, o catálogo demorou a “romper” com o cross-gen, e isso mudou a psicologia do upgrade.
“Se o jogo que você quer roda de boa no PS4, por que gastar com console novo agora?“
Além disso, existe um perfil que não corre atrás do lançamento do mês. Jogadores focados em live services, shooters anuais (CoD e BF) e E-sportes. Ou aqueles que simplesmente tem bibliotecas gigantes de jogos já comprados tendem a priorizar o custo-benefício da questão.
E, enquanto o PS4 entrega isso com folga, o salto vira um “talvez”, não necessidade imediata.
Mesmo assim, o PS5 vendeu forte nessa geração e já se consolidou como o centro da estratégia atual. Só que o funil está apertando.
Em outubro de 2025, a própria Sony avisou que os menus de Tournaments e a funcionalidade de Teams deixariam de existir no PS4. Em paralelo, documentos obtidos por veículos especializados indicaram uma mudança. A partir da primavera de 2026, novos jogos submetidos para PS4 não poderão integrar uma lista de recursos legados da PSN. Incluindo APIs de Activity Feed e Shared Media, além de módulos de armazenamento e perfis.
Portanto, não seria um “desligamento do console”, mas é o tipo de corte que anuncia o começo do fim do suporte pleno.
Abrindo espaço para o PS6
Esse empurrão conversa com duas frentes possíveis: Por um lado, a Sony quer “limpar a pista” para que publishers e estúdios foquem mais no PS5, sem precisar manter a compatibilidade com a geração anterior como prioridade.
Por outro, ela prepara o terreno para um ecossistema em que o PS4 vira, cada vez mais, uma plataforma obsoleta.
Contudo, os planos de um PS6 entram nessa história só como especulação, por enquanto.
Um relatório recente atribuído ao analista David Gibson, da MST Financial, sugere uma mudança de calendário. A Sony pode estender o ciclo do PS5 e empurrar o PS6 além das previsões mais comuns.
O argumento passa por custos elevados de memória RAM e outros componentes que ficaram mais disputados, puxados pela construção de data centers voltados à IA.
Se essa pressão continuar, lançar um novo console no timing tradicional pode ficar menos acessível, ou simplesmente inviável.
No fim, a mensagem no PS4 parece um alerta educado. Ainda dá para ficar, mas a maré já virou para valer e é hora de dizer tchau.

















