Distrito 9 acabou se tornando um marco da cultura pop e muitos o consideram como sendo um dos melhores filmes sobre invasão alienígena já feitos. E para nossa alegria, o diretor Neill Blomkamp confirmou recentemente em suas redes sociais que a sequência está a caminho.

Em um post no Twitter o cineasta confirmou que o projeto se chamará mesmo Distrito 10 e ainda contará com a volta dos roteiristas do primeiro longa. Confira abaixo:

O Roteiro de Distrito 10 está sendo escrito por @sharlto @territatchell e por mim. Está chegando…

Após anos de especulações devido ao sucesso do longa de 2009, finalmente podemos respirar aliviados sabendo que a história irá continuar e com grandes chances se se tornar uma franquia maior ainda.

Imediatamente após o lançamento de Distrito 9, Blomkamp já afirmava nas entrevistas, que estava aberto a ideias para uma sequência e continuou a demosntrando essa postura ao longo dos anos.

No entanto, apesar da vontade do cineasta, o filme originalmente não foi escrito como uma franquia em potencial, isso significa basicamente que ele não tinha uma ideia sólida, mesmo já tendo levantado a hipótese investir em um prelúdio da história.

Apenas em 2013, Blomkamp revelou que tinha uma história em mente para o que ele se referiu como Distrito 10. Em várias entrevistas ele falou sobre esse projeto, mas sempre afirmando que só aconteceria depois que os outros longas de sua lista estivessem concluídos.

Após Distrito 9, o diretor não parou mais, e talvez essa tenha sido a maior dificuldade em colocar a produção nos trilhos. Ele trabalhou em Elysium que foi lançado em 2013 e no mesmo ano já começou a desenvolver Chappie, que estrearia 2 anos depois.

Depois disso esteve envolvido com a produção de Alien 5, que parece mesmo ter sido cancelado e posteriormente focou em estabelecer sua própria produtora chamada Oats Studios.

Nesse meio tempo Blomkamp também chegou a assinar um contrato para dirigir a nova sequência de Robocop, que irá se chamar Robocop Returns. Porém, ele decidiu se afastar do projeto em agosto de 2019, dando lugar à Abe Forsythe (Pequenos Monstros).

O diretor já chegou declarar que um possível Distrito 10 demoraria no mínimo três anos para ser concluído. Então, sendo bem otimista, se a sequência começasse a ser produzida ainda este ano, talvez iriamos vê-la chegando às telonas, somente em meados de 2024.

É claro que ainda temos o fator “pandemia” para colocar na balança e também todos os contratempos que uma produção desse tipo, pode vir a sofrer.

Porém, tendo em vista que os roteiristas já foram efetivados e que a história já tenha um rumo a seguir, é bem provável que brevemente possamos ter boas notícias sobre o desenrolar deste projeto.

A história de Distrito 9

Em março de 1982, uma grande nave alienígena chega à Terra, pairando acima de Johanesburgo, a maior cidade da África do Sul. Relatórios sugeriam que a nave teria ficado encalhada após um módulo de comando ter caído na Terra.

Depois de três meses, uma equipe consegue entrar na estrutura e descobre um grupo formado por mais de um milhão de extraterrestres artrópodes. Os seres do outro mundo eram fracos, estavam doentes e simplesmente buscavam refúgio.

Como aparentemente não eles não tinham um líder, acabam ficando refugiados na Terra e são apelidados pelos humanos como “camarões”. Os aliens são confinados em uma área do governo que fica localizada dentro de Johanesburgo, chamado Distrito 9.

O assentamento é protegido pela presença massiva da polícia e com o passar dos anos se transforma em algo muito parecido com uma imensa favela. O governo então, decide contratar a Multinational United, para realoca-los no novo Distrito 10.

Distrito 9
Imagem: Distrito 9/ Reprodução

Wikus Van de Merwe (um empregado da MNU) é nomeado para ficar à frente da transferência, mas como já era esperado, nem todos os refugiados aceitam os termos e vários conflitos acabam acontecendo.

O fato é que a Multinational United não se importa com o bem-estar de nenhum dos alienígenas, mas está disposta a fazer o que for preciso para colocar as mãos na tecnologia que eles possuem.

No meio disso tudo, conhecemos o alienígena Christopher Johnson que busca um equipamento usado para destilar um fluido misterioso. Ao invadir o barraco do amigo de Christopher, Wikus apreende o recipiente e acidentalmente aciona a pulverização em seu rosto.

Ele é contaminado e começa a sofrer mutações que fazem crescer partes extraterrestres em seu corpo. Com o governo desejando usá-lo como arma política, o agente da MNU contará apenas com a ajuda de Christopher para escapar.

A premissa do filme

Fica muito claro que escolha de Johanesburgo para sediar os acontecimentos de Distrito 9 não foi por acaso. Além de ser a cidade natal de Neill Blomkamp, o tratamento dirigido aos alienígenas é uma representação fiel do que aconteceu na própria África do Sul durante o período do Apartheid.

No filme, a visão é apenas alterada para a relação entre humanos e aliens, como se o fato deles não pertencerem à Terra, desse o direito aos humanos de discrimina-los ou mesmo trata-los com descaso.

Distrito 9
Imagem: Distrito 9/ Reprodução

Não é de hoje que o tema gera polêmica na sociedade e o filme consegue retratar brilhantemente a angústia daqueles que sofrem com a falta de escrúpulos que é demonstrada no desenrolar da trama.

Cada deboche ou comentário preconceituoso é um lembrete do que somos capazes e do que já fizemos durante a história. O próprio desfecho, no qual existe um certo temor, também é uma característica humana, se rendendo apenas quando há uma ameaça maior por vir.

Além da mensagem que carrega, Distrito 9 chama a atenção também pelo seu formato, onde o início é mostrado como um pseudodocumentário, apresentando o histórico da situação e o contexto daquela realidade.

Entrevistas, cenas de bastidores, edições e exibições ao vivo, conseguem trazer um tom jornalístico muito interessante que é retomado no final do filme. Este conceito é capaz de imprimir maior veracidade para os acontecimentos.

Fora isso, o longa ainda conta com ótimas cenas de ação e uma ambientação bastante realista, sem muitas firulas. O design de produção é incrível e isso vem se tornando uma marca registrada nos projetos de Blomkamp.

O filme é muito criativo e retoma situações históricas sob uma nova perspectiva, de forma a usar o entretenimento para fazer com que o público pense sobre uma determinada situação. Existe também, um gancho escancarado para uma sequência, que parece mesmo ser inevitável.

O risco de que a continuação se volte muito para a ação e esqueça da proposta do primeiro longa existe, mas acreditamos no bom senso do diretor, que vêm entregando excelentes trabalhos durante toda sua carreira.

Produção e elenco de Distrito 9

A história do filme foi adaptada de Alive in Joburg, um curta-metragem de 2005 dirigido por Neill Blomkamp e também estrelado por Sharlto Copley. O material explora os temas do Apartheid e ficou muito conhecido por seus efeitos visuais, bem como por seu estilo documentário.

Confira abaixo o curta-metragem completo Alive in Joburg, que deu origem à história de Distrito 9:

O título Distrito 9 também é uma referência direta aos acontecimentos no District Six, na Cidade do Cabo durante o Apartheid. Lançado pela TriStar Pictures, o longa faturou US$ 37 milhões logo no seu primeiro fim de semana em cartaz.

O filme foi lançado em 2009 e alcançou mais de US$ 210 milhões contra um orçamento de US$ 30 milhões. Aclamado pela crítica especializada e pelos cinéfilos, a produção ainda foi indicada à quatro Oscars em 2010, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Edição.

Distrito 9 foi dirigido por Neill Blomkamp e o roteiro foi escrito pelo próprio Blomkamp em parceria com Terri Tatchell. A produção ficou por conta de Peter Jackson e Carolynne Cunningham com direção de arte de Mike Berg e Emilia Roux e edição concluída por Julian Clarke.

Além de Sharlto Copley no papel de Wikus Van Der Merwe, o elenco ainda conta com os atores David James como Coronel Koobus, Jason Cope como Christopher Johnson, Louis Minnaar como Piet Smit, Eugene Khumbanyiwa como Obesandjo, Vanessa Haywood como Tania Van De Merwe e Marian Hooman como Sandra Van De Merwe.

O contexto inusitado de Distrito 9 onde existe o contato entre humanos e alienígenas, mas de uma maneira inversamente dominadora, fez com que o filme se tornasse um marco entre as produções do gênero.

O simples fato da “invasão” não ter acontecido em Nova York, Washington ou qualquer outra grande cidade americana, por si só é um ponto fora da curva.

Com certeza estamos ansiosos pela estreia deste novo trabalho de Neill Blomkamp e mantemos a forte esperança de que a continuação desta bela obra de ficção seja tão boa quanto, ou até melhor que sua antecessora.

E aí, depois de todas essas informações sobre Distrito 9, em que nível ficou seu “HYPE” para o lançamento da continuação da história?

Então não marque bobeira!!!

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