A Netflix anunciou uma redução de aproximadamente mil postos de trabalho em todo o mundo e, um dia depois, reajustou os preços das três assinaturas oferecidas no Brasil. O corte, comunicado na quarta-feira (14), atinge cerca de 6% dos funcionários. Já as novas mensalidades foram divulgadas na quinta-feira (15), com o plano Premium chegando a R$ 71,90.
O movimento ocorre em um momento de forte concorrência entre serviços de streaming e às vésperas da divulgação dos resultados trimestrais da companhia.
Apesar da proximidade entre as decisões, a Netflix não estabeleceu publicamente uma relação direta entre as demissões e o reajuste brasileiro.
Quanto custa a Netflix no Brasil após o aumento?
Todos os planos ficaram mais caros. O Padrão com anúncios passou de R$ 20,90 para R$ 25,90, alta de 23,9%. Essa foi a maior variação percentual entre as modalidades.
Enquanto isso, o Padrão sem publicidade subiu de R$ 44,90 para R$ 51,90, aumento de 15,6%. Já o Premium, que oferece reprodução em 4K e até quatro telas simultâneas, passou de R$ 59,90 para R$ 71,90, reajuste de 20%.
Na prática, quem mantém o Premium durante doze meses pagará R$ 862,80 por ano, R$ 144 a mais que antes. O último reajuste no país havia ocorrido em maio de 2024.
Segundo a central de ajuda da Netflix, assinantes existentes recebem um aviso por e-mail um mês antes da primeira cobrança com o novo valor. Portanto, nem todos necessariamente verão o aumento na mesma fatura.
Por que a Netflix anunciou mil demissões?
Os cortes representam a maior redução de pessoal da companhia desde 2022. As áreas de tecnologia, produto, recursos humanos e jurídico estão entre as mais afetadas.
Em comunicado interno, os codiretores-executivos Ted Sarandos e Greg Peters afirmaram que a companhia precisa concentrar pessoas e recursos em iniciativas prioritárias. A empresa, porém, sustenta que seus negócios permanecem sólidos.
Apesar de continuar lucrativa, a Netflix enfrenta disputas cada vez mais intensas pela atenção do público, inclusive com plataformas gratuitas e a própria pirataria.
A estratégia inclui ampliar publicidade, transmissões ao vivo e outros formatos de entretenimento.
Para os assinantes brasileiros, a consequência imediata é uma conta mais salgada. Resta saber se as novidades do catálogo serão suficientes para justificar os novos preços.
E você, vai continuar assinando a Netflix após mais esse reajuste ou pretende trocar de serviço? Conte nos comentários!



















